Perigos da obsolescência programada
Enviada em 14/11/2021
A crise de 1929, após a participação vitoriosa dos Estados Unidos na Grande Guerra, foi um resultado de um comportamento eufórico de consumo, atribuído ao “American Life´s Way”.Esse cenário caracterizou pelo consumismo acelerado dos objetos materiais. No constraste dessa perspectiva histórica para a atualidade, evidencia-se uma analogia entre o molde de consumo exarcebado, uma vez que há uma manipulação na durabilidade dos produtos, que obriga a sua troca antecipada e o elevado consumo. Diante disso, torna-se necessário o debate acerca dos perigos da obsolescência programada, problemática ocasionada não só por uma influência mercantil, mas também pela omissão do governo.
Em primeiro plano, vale ressaltar que o interesse capitalista na venda constante de seus produtos, com a manipulação de seus mecanismos formadores, é uma tendência maliciosa. Nesse sentido, a ação atribuída às corporações privadas corrobora o conceito de imperativo categórico do filosófo Kant - denota-se que as ações autonômas são voltadas para atingir um resultado particular- visto que maneja a durabilidade de seus produtos para provocar a venda de mais exemplares e, como consequência, o engano dos consumidores. Ademais, relaciona-se a essa corruptibilidade do processo fabril o desacompanhento entre a formação de lixos, como sucatas e materiais eletrônicos, e os espaços de descartes, como aterros sanitários, que implica na saturação de carcaças e a problemática contaminação dos elementos naturais. Em suma, a programação da durabilidade de determinados produtos é efeito de uma arrogância de empresas por lucros e ocasiona consequencias nao so ao consumidor, como também ao espaço ambiental.
Além disso, é lídimo que não existe um respaldo eficiente de políticas governamentais para atenuar esse processo de sabotagem. Nesse viés, pode-se afirmar a ruptura da materialização do Contrato Social do filosófo Hobbes - afirma que o Etsado deve interferir nas relações que geram desordem social- uma vez que a omissão de um órgçao fiscalizador sobre o processo de fabricação dos produtos mais objetivados com a diminuição de seu tempo de uso, como celulares e notebooks, contribui para a permanência dessa atitude das empresas fabricantes. Compreende-se, logo, que a superficialidade de normas estatuais sobre os mecanismo de produção favorece a potenciação desse empecilho em detrimento da sociedade.