Perigos da obsolescência programada

Enviada em 05/01/2022

No filme Wall-e é retratado um planeta que não possui habitantes devido a alta quantidade de lixo e da falta de recursos naturais. Em virtude disso, é mandado um robô para buscar vestígios de alguma forma de vida vegetal e que logo após ser encontrada o robô se desliga. Dessa forma, é visto que as tecnologias possuem um determinado tempo de vida útil, o que promove o aumento de resíduos eletrônicos e o consumo de recursos para a fabricação do mesmo.

Segundo o economista Adam Smith, “O consumo é a única finalidade e o único proposito de toda produção”. O que leva as empresas a manufaturarem em alta escala, trazendo como consequência a degradação dos recursos naturais do planeta. Diante desse fato, as empresas usam de artifícios para diminuir a longividade dos equipamentos e continuar lucrando sobre o consumidor, que realizam compras de aparelhos para suprir com suas necessidades do dia a dia.

De acordo com o filósofo Kant, o mal do século é que “Não somos ricos pelo que temos e sim pelo que precisamos ter”. O que faz as pessoas a consumirem exageradamente, com isso a tendência é aumentar a quantidade de lixo por pessoa. Visto que é ampliado cada vez mais o acumulo de resíduos nos aterros sanitários que não possuem controle. E com o descarte incorreto ocorre a contaminação do solo devido os produtos químicos que os apetrechos possuem em sua composição.

Desse modo, é visto que a baixa durabilidade de vida útil dos eletrônicos interfere tanto na vida dos consumidores, quanto no meio ambiente provocando gastos e malefícios para as pessoas e para o planeta. E com isso cabe aos órgão do governo fiscalizar as etapas e as peças de montagem dos eletroeletronicos por meio de testes de durabilidade, antes dos produtos serem colocados no mercado de venda. Com o intuito de não ferir os direitos do consumidor de comprar um produto adulterado em sua fabricação. Oferecendo a possibilidade dos adquirintes de desfrutar de seu apetrecho sem um tempo limitado.