Perigos da obsolescência programada
Enviada em 14/05/2022
O documentário “The light bulb conspiracy” mostra como, em 1920, a indústria de lâmpadas implementou, em sua linha de produção, a “obsolescência programa-da”. Tal conceito se refere à redução intencional da vida útil do que é comercializa-do, o que obriga o consumidor a trocar seu produto. Evidentemente, essa prática, atualmente difundida, tem como principal causa a alienação do consumidor e gera graves consequências ao meio ambiente.
Nesse sentido, fica claro que o desconhecimento acerca do ciclo de obsolescência programada torna o consumidor mais suscetível a ser vítima dessa prática industri-al. Com base nisso, a música “3ª do plural” da banda Engenheiros do Hawaii tece críticas ao atual sistema de produção: “Satisfação garantida/Obsolescência progra-mada/Eles ganham a corrida/Antes mesmo da largada”. Dessa forma, é nítido que os modelos produtivos vigentes tornam o consumidor um produto da empresa, como denuncia a canção mencionada.
Ademais, a deterioração planejada dos bens de consumo tem como principal con-sequência o aumento da produção de lixo eletrônico. Conforme explica o docu-mentário supracitado, isso se torna um problema gravíssimo, pois o “e-lixo” demo-ra centenas de anos para se decompor, causando a poluição do meio ambiente. As-sim, fica nítido que o rápido descarte dos produtos eletrônicos, que logo se tornam obsoletos, seja por motivos tecnológicos (ficam ultrapassados) ou mecânicos (pa-ram de funcionar), tem por conseguinte o perigoso aumento dos danos causados ao meio ambiente.
Portanto, é mister que medidas sejam tomadas para combater a obsolescência programada. Dessarte, cabe ao Ministério da Educação criar um programa de cons-cientização acerca dos modelos de produção industrial, que deve ser divulgado por meio das escolas. Com o objetivo de impedir que os consumidor sejam enganados, a ação tomada também possibilitará minorar os danos ambientais, haja vista o con-sequente menor descarte de eletrônicos. Somente assim será possível mudar a realidade mostrada pelo documentário “The light bulb conspiracy”.