Perigos da obsolescência programada
Enviada em 17/06/2022
Em 1924, com a participação das principais empresas de lâmpadas da Europa, foi organizado o Cartel Phoebus, a fim de reduzir o tempo de vida de uma lâmpada e, consequentemente, aumentar as vendas desse produto. Acerca disso, é notório que a obsolescência programada deve ser discutida, uma vez que os perigos ocasionados são preocupantes, tal como as implicações ambientais.
Em princípio, vale ressaltar a Grande Depressão, em 1929, como o estopim da estratégia empresarial em criar mercadorias que sejam rapidamente descartadas, já que, durante esse período de crise econômica, percebeu-se muitos produtos em estoques que não eram comercializados. Nessa situação, notou-se o menor consumo, sendo explicado pela durabilidade das mercadorias e, então, o lucro das empresas diminuía, por isso, a elaboração de produtos que devem ser trocados a curto prazo foi criada. Desse modo, com a ineficiência deles, construiu-se uma sociedade consumista, pois a compra acaba sendo frequentemente necessária.
Outrossim, destaca-se a pesquisa do site Agência Brasil, a qual diz que o país é o 4o que mais produz lixo no mundo e apenas 1,28% é reciclado. Com isso, nota-se que um dos impactos da obsolescência programada é a implicação ambiental ocasionada, nesse caso, a geração de lixo, que pode agravar a qualidade do ar, solo e fornecimento de água. Assim, o consumo exagerado leva ao constante descarte e, caso não seja realizado de forma adequada, como no Brasil, ocasiona consequências, pois o acúmulo de lixo possibilita enchentes, alagamentos e prejudica os biomas.
Dessa forma, é necessário buscar mudanças nesse cenário, sendo fundamental a ação do Ministério do Meio Ambiente, responsável pela criação de políticas públicas, as quais visam garantir a proteção ambiental do país. Por meio da elaboração de propagandas, esse órgão deve intensificar as campanhas de incentivo à reciclagem, a fim de diminuir os perigos gerados pela obsolescência programada. Portanto, com a divulgação desse projeto nos panfletos e nas redes sociais, mais pessoas serão alcançadas e conscientizadas sobre os perigos do descarte inadequado do lixo.