Perigos da obsolescência programada
Enviada em 22/09/2023
O país africano, Gana, sofre com a alta quantidade de lixo eletrônico no território, prejudicando a vida dos moradores e poluindo o solo. Paralelamente, na realidade contemporânea brasileira, devido à obsolescência programada, a quantidade de eletrônicos sendo descartados rapidamente aumentou com o passar dos anos. Dessa forma, convém analisar e discutir sobre o silenciamento midiático e a necessidade das empresas em lucrar mais.
Nesse contexto, faz-se necessário mencionar que o silenciamento das mídias é um fator que contribui com a problemática. Segundo o filósofo Foucault, “na sociedade atual, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas.” Nesse sentido, o assunto sobre a redução da vida útil de eletrônicos não pode deixar de ser comentado pelas mídias sociais, pois faz com que as pessoas saibam quais são os malefícios do descarte contínuo de aparelhos tecnológicos para a natureza, como por exemplo, a contaminação dos solos por causa das substâncias tóxicas liberadas pelos mesmos. Logo, o impasse ainda se mantém no país.
Além disso, é importante ressaltar que a exigência das empresas em lucrar mais, também é um fator que contribui à permanência do problema atualmente. Sobre esse assunto, com a crise de 1929, as empresas passaram a criar produtos que estragavam rapidamente, com o objetivo de aumentar as vendas e, consequentemente, lucrar mais para tentar sair da crise. Analogamente, no Brasil, essa realidade é parecida, uma vez que as empresas criam os produtos já sabendo que, poucos anos depois, estragarão e farão com que as pessoas comprem mais.
Pode-se perceber, portanto, que a obsolescência programada ainda apresenta alguns desafios no Brasil. Para que isso seja minimizado, é necessário que a Mídia, grande difusora de informações, mostre para a população sobre os prejuízos causados pelas limitações da vida útil nos aparelhos digitais, por meio de rádios e de propagandas, a fim de conscientizar mais pessoas sobre esse assunto. Ademais, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente ajude os países afetados pelos lixos eletrônicos. Quem sabe assim, com essas medidas, a obsolescência programada deixe de ser um problema à nação Verde e Amarela.