Perigos da obsolescência programada
Enviada em 23/04/2024
Obsolescência programada, termo criado no século XX, remete a produtos fabricados para serem substituídos por outros, embora ainda funcionais. Nesse sentido, com o passar do tempo, aparelhos eletrônicos não recebem mais atualizações, não são mais passíveis de conserto de peças, não se conectam a novos aparelhos, entre outros. Infelizmente, o aumento da obsolescência programada por parte das empresas está intimamente ligado ao aumento do consumismo e dos resíduos ambientais gerados pela sociedade.
De acordo com o site da UOL em notícia de 2023, após o lançamento do IOS 17, modelos de iPhones lançados antes de 2018 não serão mais atualizados. Devido a isso, diversos usuários que detinham os iPhones antigos deverão adquirir outras versões mais recentes, para que consigam aproveitar os benefícios da empresa. Entretanto, esta prática se torna influenciadora do consumismo, pois incentiva a compra de novos produtos que estão funcionando perfeitamente. Por conseguinte, há um gasto econômico desnecessário e uma confirmação de que as pessoas só serão aceitas pela tecnologia caso continuem comprando.
Além disso, outro dano causado pela negligência empresarial a seus itens é o crescimento do lixo produzido. Conforme o site do G1, o Brasil é o quinto maior produtor de lixo eletrônico do mundo, com cerca de dois milhões de toneladas em 2023. Consequentemente, o ecossitema planetário é colocado em perigo ambiental devido a um processo que pode ser evitado. Haja vista que a obsolescência programada é mantida pela indústria, nenhuma conscientização apenas a nível social será capaz de impedir o processo de desgaste dos produtos.
Portanto, cabe ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDICS) estabelecer normas e limitações para as empresas, nacionais ou internacionais, de modo a combater a obsolescência programada. Por meio de regulamentos e decretos, é necessário evitar que produtos sejam descartados enquanto ainda puderem ser utilizados. Dessa forma, problemas relacionados à compra e ao descarte de produtos serão minimizados, garantindo um melhor desenvolvimento social e ambiental. Em resposta a isso, outros países do mundo poderão se inspirar na atitude brasileira e, juntos, combater o vilão em comum.