Permanência do "pão e circo" no Brasil
Enviada em 04/03/2024
No antigo Império Romano, a política do ‘‘pão e circo’’ foi adotada como meio de apaziguar os conflitos sociais entre os plebeus e os patrícios, conflito esse oriundo do domínio político por parte dos patrícios desde a formação do império. Infelizmente, essa segregação social perdurou ao longo dos séculos fazendo com que políticas internas para camuflâ-la apenas evoluíssem,mostrando um governo atual incapaz de lidar com as necessidades da população e um sistema midiático o qual omite informações de conhecimento coletivo.
Por tese, a política do ‘‘pão e circo’’ consiste em entreter a população com arte e ofertar alimentos para que demais problemas não sejam vistos e discutidos,quando analiza-se o cenário brasileiro percebe-se que ocorre certa semelhança em relação ao ocorrido no passado, assim como exemplificado por Z. Bauman em sua teoria ‘‘Instiruições Zumbis’’, o estado não cumpre sua função inicial e não governa para um povo, mas sim para uma parecela dele, trazendo como opção para a população a venda de seu voto político pelos chamados ‘‘bolsa família’’ como forma de sobrevivência.
Ademais, percebe-se uma intensa tentativa por parte do estado e dos meios de comunicação de uma naturalização das desigualdades sociais presentes no Brasil, tratando do assunto como algo concreto e não como algo o qual deveria ser mudado,exemplificando o que foi analisado por Karl Marx em sua teoria ‘‘Silênciamento dos Discursos’’ aonde o filósofo diz que determinados temas são omitidos na sociedade a fim de se ocultar mazelas sociais para que não haja desenvolvimento do pensamnto crítico por parte da população e sim apenas aceitação.
Entretanto, torna-se evidente com o que foi dito a necessidade de mudanças na estrutura política do país, mudanças essas que devem ser feitas pela população, pois jamais os ‘‘patricios da atualidade’’ irão querer mudar o que para eles é excelente. A populção deve procurar se antenar dos assuntos políticos, desenvolver uma opinião crítica e aplica-lá nas eleições, escolhendo representantes que governem para o povo e fiscalizando-os em suas tomadas de decisões, não apenas se contentando com o que lhes é imposto.