Permanência do "pão e circo" no Brasil
Enviada em 08/03/2024
No período da antiguidade ocidental, mais precisamente no Império Romano, severas eram as críticas acerca da estratégia utilizada pelo imperador para manipular a população, que se consistia em ofecerer meios de entretenimento a fim de abafar os problemas da sociedade romana. Nesse sentido, percebe-se a permanência de maneiras análogas ao “pão e circo” no Brasil. o . Isso tem como principais causas a ineficiência governamental e o controle indireto dos meios de comunicação pelo Estado por meio do capital.
Nessa perspectiva, é importante pontuar a ineficiência governamental como intensificador da permanência do “pão e circo” no Brasil. Isso, consoante ao pensamento do geógrafo Milton Santos, que verbalizou que o dever de um Estado democrático é garantir ao seu povo condições necessárias de desenvolvimento pessoal durante a vida. Tal fato não se reflete na realidade dos brasileiros, uma vez que o Estado não consegue garantir boas condições de vida para toda a população. Assim, tornam-se necessários meios de distração para que a população não perceba as problemáticas da realidade onde estão inseridos, causando a permanência do pão e circo no Brasil.
Outro obstáculo relevante, nessa temática, é o controle indireto dos meios de comunicação pelo Estado por meio do capital. Isso fica evidente durante as campanhas eleitorais no país, onde os partidos mais afortunados têm mais tempo de exibição na televisão. Sendo assim, o Estado pode manipular os meios de comunicação através da injeção de capital, e o faz principalmente por meio de futebol e reality shows, manipulando a população e perpetuando a politica de pão e circo.
Portanto, é imprescindível intervir no problema. Dessa maneira, é crucial a intervenção do Estado, por meio da criação de uma lei que reduza o tempo de exibição destinado a programas de entretenimento, substituindo-o por programas de jornalismo educativo, a fim de solucionar a permanência do pão e circo no Brasil. Paralelamente é preciso intervir sobre o controle indireto dos meios de comunicação pelo Estado por meio do capital.