Permanência do "pão e circo" no Brasil
Enviada em 23/03/2024
Aldous Hurcley defende “Os fatos não deixam de existir só porque são ingnorados”. Tal perspectiva é verificada na politica do “pão e circo”, que surgiu no imperio romano e permance até hoje no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraiza na prática de entreter as camadas populares e aumentar a popularidade dos líderes politicos.
Nesse cenário, em primeiro plano, é preciso atentar que os programas sociais sem a necessária seriedade de operar como algo temporário e fiscalizações mais rigidas são manifestações modernas do “pão”, e o “circo” seriam os grandes eventos financiados pela administração publica ( futebol, shows com artistas que possuem alto cachês). A “isonomia” é a garantia de oportunidades iguais, mesmo em condições diferentes. No entano, a realidade é pouco isônomica no “pão e circo”, visto que a desigualdade social continua existindo. Assim, percebe a urgencia de proporcionar politicas publicas efetivas que realmente mude a realidade socio-economica do país, sendo necessário investir em educação de qualidade, saneamento básico, no Sistema Único de Saúde e geração de empregros.
Além disso, a alienação politica ainda é um grande impasse para a resolução dessa problemática, uma vez que, os brasileiros demonstram mais interesse nas redes sociais e em programas de entreterimento, ao inves de buscar informação sobre a realidade socio-economica do Brasil e do mundo.
Portanto, urge que o problema seja dissolvido. Para isso, o governo federal deve criar uma agenda econômica mais democrática, sendo necessário a destinação de recursos principalmente na educação, na participação cidadã, na saúde e na geração de empregos, afim de reverter a desigualdade social que continua instalada na política do pão e circo. Desse modo, os fatos não serão ignorados e poderão deixar de existir.