Permanência do "pão e circo" no Brasil

Enviada em 19/03/2024

A intelectual contemporânea Chimamanda Ngozi Adichie afirma que " A mudança do status quo -o estado das coisas- é perversa." Corroborando assim, para perseverança da ideologia cega brasileira,e posteriormente, sua agravação. Dada a inércia intelectual brasileira tanto quanto o assédio midiático propagado, fatores esses que são agravantes para política modernizada do “pão e circo”. Logo, urgem medidas para o contorno consistente da situação.

Sob esse viés, cabe ressaltar, em primeiro plano que o problema se deve a falta de encorajamento da busca por conhecimento na realidade brasileira. Dados do IBGE apontam que exitstem 11 milhões de jovens “nem-nem” -nem estudam nem trabalham- situações como a descrita acabam por formar cidadãos vulneráveis e suscetíveis a alienação políticas. Tais ações visam a melhoria superficial de problemas, ópios vázios e discursos redundantes para acalmar as massas e as lembrarem das melhorias ínfimas que o estado maior causa em suas vidas. Portanto, o Governo deve procurar maneiras eficazes de atender a deficiência crítica e intelectual que acomete a juventude nacional.

Outrossim, é imperioso destacar, em segundo plano, que a mídia é agente ativo e manipulador da situação abordada. Na era tecnológica, onde a velocidade da informação se decide apartir do investimento, nos interesses e ainda no poderio do mandante. Na série “Black Mirror”, um de seus episódios trata de forma lúdica como o governo influencia na difusão das informações quanto ao seu grau de importância, tornando o cidadão refém desse fragmento de informação. É notório a ocorrência da manipulação e restrição sofrida pelos usuários, reduzindo as chances de questionamento.

Portanto, é indispensável o desenvolvimento de exercícios ques estimulem aos cidadãos a questionarem seu papel social. Nesse ínterim, o Ministério da Educação deve direcionar as escolas sobre como os estudantes devem se portar diantes de informações prontas e rápidas. Desse modo, os infulenciando a torná-los cidadãos questionadores e praticantes de sua cidadania, e ainda, sucitar as práticas de debates acerca de atos políticos e as intenções que os acompanham. Logo, o imbróglio será mitigado no século XXI.