Permanência do "pão e circo" no Brasil

Enviada em 23/03/2024

Aldous Hurlex defende: “Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Tal perspectiva é verificada na permanência do “pão e circo” no Brasil tal expressão representa à alienação perante as dificuldades sociais e normalização da pobreza extrema enquanto outros assuntos de pouca relevância social ganham palco e destaque como forma de distração. Nesse cenário, percebe-se a configuração de um complexo problema que se enraíza estratificação social e na falha na educação de base.

Nesse contexto, em primeiro plano, é preciso atentar para a estratificação social. Também conhecida como pirâmide social, é um termo da sociologia que classifica as pessoas de acordo com as condições socioeconômicas. Nesse cenário a base da pirâmide necessita ficar sempre inerte e indiferente as condições que lhe são subjugadas, seja com redes sociais como instagram seja com programas de Tv como realitys show.

Em paralelo, a falha na educação de base é um entrave que tange o problema. Assim como Paulo Freire afirmava: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Partindo desse princípio o Brasil com sua educação precária perpétua a permanência da alienação, visto que, sem o conhecimento necessário, os brasileiros não têm defesas nem motivações para sair da frente do circo que é formado.

Portanto, são necessárias medidas de mitigar essa problemática. Para isso, o Governo Federal, como instancia máxima do poder executivo, deve elaborar um projeto educacional, por meio de investimentos específicos na educação de base e com auxílio do Ministério da Educação a fim de alavancar o conhecimento de todos os brasileiros a respeito dos problemas sociais. Tal medida pode contar também com campanhas em escolas e faculdades com palestras sobre sociologia para esclarecer o estado de alienação que vivemos no país. Assim, o Brasil poderá ser livre do estiga “Pão e circo” e os fatos poderão deixar de existir.