Permanência do "pão e circo" no Brasil

Enviada em 29/03/2024

Em Roma, 27 a.C. foi estabelecida a política pão e circo, onde migalhas eram oferecidas à população e haviam também espetáculos para entretenimento, a fim de encobrir os problemas sociais existentes. De maneira análoga a isso, é comum ver esse cenário no Brasil. Nesse contexto, destacam-se dois aspectos importantes: os benefícios assistênciais oferecidos pelo governo e o entretenimento público.

Diante desse cenário, percebe-se que o governo criou programas tal como o Bolsa Família, visando reduzir a pobreza ao transferir recursos financeiros às famílias pobres. Dessa forma, possibilita o trabalhador a não aceitar condições de emprego, fazendo que o mesmo ganhe até R$ 200 por mês. Sendo assim, além de não incentivar o emprego, os benefícios assistênciais fazem aumentar o desemprego informal.

Ademais, é válido observar que os espetáculos públicos tem a capacidade de entreter a população, para fazê-la esquecer de suas capacidades básicas que o governo deve oferecer, conforme o Artigo 7° da Constituição Federal. Nessa perspectiva, o filósofo Vespasiano dizia: “Onde o povo prefere pousar seu clunis? Em uma privada? Banco de escola ou em um estádio?”. Desse modo, a população esquece os problemas sociais, ficando mais preocupados com os resultados de partidas de jogos, do que com suas condições indignas de moradia.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter a política “pão e circo”. Para isso, cabe a sociedade fazer campanhas de conscientização, por meio de anúncios, a fim de desligar o vínculo com esse tipo de política. Assim o governo não irá se aproveitar da carência da população, para obter crescimento pessoal.