Permanência do "pão e circo" no Brasil
Enviada em 02/04/2024
O termo “pão e circo” remonta à Roma Antiga, uma época marcada por intensa agitação política e social. Era uma estratégia política para distrair e controlar as massas, consistindo na distribuição de alimentos (pão) e na realização de espetáculos públicos (circo). Logo, não muito diferente do cenário brasileiro contemporâneo, onde, pela naturalização do auxílio governamental e pela ignorância do povo quanto ao pensamento crítico.
Assim como na Roma Antiga, essa problemática também se faz presente no Brasil contemporâneo, com programas como o Bolsa Família, onde é oferecida a subsistência básica para os povos mais precários, a fim de criar legiões de fiéis seguidores, o que reflete não apenas uma falta de incentivo para a autossuficiência, mas também um ciclo vicioso de dependência que pode perpetuar a pobreza e a desigualdade. Além que, este fenômeno transcende o âmbito econômico, permeando todas as esferas da sociedade, notadamente as indústrias de entretenimento. Nesse contexto, eventos como a Copa do Mundo podem ser categorizados como “pão e circo”. De acordo com o dramaturgo George Bernard Shaw: “A democracia é um sistema que faz com que nunca tenhamos um governo melhor do que merecemos”.
Paralelamente, a falta de pensamento crítico por parte desses beneficiários os torna suscetíveis às promessas políticas superficiais. Assim, em vez de questionar as políticas governamentais ou exigir transparência e prestação de contas, muitos indivíduos aceitam passivamente a ajuda oferecida, acarretando a consequências a longo prazo. Visto que de acordo com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), 43% dos eleitores têm conhecimento de políticos que costumam comprar votos, enquanto outros 41% conhecem algum eleitor que já vendeu voto em troca de benefícios.
Portanto, para acabar com a problemática do pão e circo no Brasil, é necessário que o Ministério da Educação proporcione materiais didáticos adequados, bem como palestras nas escolas, para que o pensamento crítico seja construído desde o princípio do cidadão. A fim de moldar as opiniões individuais e construir uma sociedade consciente e autônoma.