Permanência do "pão e circo" no Brasil
Enviada em 02/04/2024
A expressão “pão e circo” remonta à época do Império Romano e era utilizado para descrever a estratégia dos governantes de oferecer alimentos e entretenimento para manter a população distraída e satisfeita, desviando sua atenção de problemas políticos e sociais mais sérios. Desse modo, percebe-se que na quastão da permanência do “pão e circo” no Brasil, falta a aplicação desse conceito por parte dos poderes públicos, o que causa inúmeros problemas a coletividade. Assim, é imperioso o debate com foco em mudanças na política e fortalecimento educacional.
Inicialmente, urge salientar que a relação casuística da adversidade se da pela negligência governamental. Sobre isso, o filósofo Thomás Hobbes, em sua obra “O Leviatã”, afirma que é função do Estado, a partir do Contrato Social, a imposição da ordem e das garantias naturais ao indivíduo. No entanto, este mesmo ente provoca a permanência do “pão e circo no Brasil” a partir do momento que se torna o responsável por dar continuidade a tal prática. Dessa maneira, a sociedade é colocada em um plano imaginário e o óbice persiste.
Outrossim, torna-se imprescindível citar o advogado e presidente Sul-Africano Nelson Mandela, que uma vez afirmou: “A educação é a arma mais potente que você pode usar para mudar o mundo”. Todavia, quando se adentra a realidade hodierna, as escolas, uma das principais ferramentas de formação de opinião deixa de abordar assuntos políticos que tragam a tona a forma como o governo vê a população. Dessa forma, as crianças se tornam adultos desfamiliarizados com a permanência do “pão e circo” no Brasil.
Destarte, fica evidente que são fundamentais a criação de alternativas para amenizar o impasse citado. Para isso, os interlocutores de informação, como noticiários televisivos e canais da imprensa em outras plataformas, devem promover relevância sobre a permanência do “pão e circo” no Brasil por meio de vídeos e debates com especialistas na área. Isso com a finalidade de conscientizar e informar a população. Dessa forma, a cultura do “pão e circo” será intermediada no século XXI.