Permanência do "pão e circo" no Brasil

Enviada em 02/04/2024

Na obra literária “Jogos Vorazes” de Suzanne Collins, é retratada a história de que ano após ano, são selecionados dois tributos de cada um dos 12 (antigamente 13) Distritos, para ir a uma arena, e duelar até a morte. Ganha os Jogos Vorazes o último tributo sobrevivente. Paralelamente, podemos associar a história da obra literária com a política do “pão e circo”, e observar que a permanência do “pão e circo” no Brasil é uma temática que vem se intensificando cada vez mais. Dessa forma, isso ocorre, seja pela desigualdade social e falta de acesso a direitos básicos, seja pela estratégia política para desviar a atenção das massas dos problemas reais do país. Nessa perspectiva, cabe analisar os fatores que têm agravado a questão da permanência do “pão e circo” no Brasil.

Diante desse cenário, é preciso explorar a questão da desigualdade social e da falta de acesso a direitos básicos. Isso porque a permanência do “pão e circo” no

Brasil é profundamente enraizada na desigualdade social e na falta de acesso a direitos básicos, como saúde, educação e saneamento básico. Nesse contexto, o entretenimento superficial é utilizado como uma distração para as massas, desviando o foco das injustiças sociais e mantendo a população desfavorecida em um estado de conformismo. Exemplo disso é a obra literária citada anteriormente, onde o objetivo dos jogos é manter os cidadãos mais ricos felizes, enquanto distraem os mais pobres para que não se revoltem contra a Capital. Deste modo, enquanto uma parcela privilegiada da sociedade desfruta de luxos e oportunidades, a maioria enfrenta dificuldades diárias para sobreviver.

Ademais, convém destacar as estratégias políticas para desviar a atenção das massas dos problemas reais do país como agente de extrema importância nesta temática. A esse respeito, a continuidade do “pão e circo” no Brasil revela uma estratégia política deliberada para desviar a atenção das massas dos problemas reais do país, tais como corrupção, má gestão dos recursos públicos e desigualdade estrutural.

Nesse sentido, o Ministério da Educação, deve promover programas educacionais que incentivem o pensamento crítico, a consciência política e a participação cívica, capacitando os cidadãos a compreender melhor os mecanismos de manipulação.