Permanência do "pão e circo" no Brasil

Enviada em 04/04/2024

Criado em 2004, o Programa Bolsa Família tinha a proposta de assegurar o sustento de famílias com baixa renda no Brasil. Porém, ao se analisar a questão do Programa de ajuda do Governo nos dias atuais, percebe-se que há uma necessidade de rever a utilidade do benefício, que de certa forma interfere no sistema harmônico do Estado brasileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é crucial avaliar as causas desse revés, dentre os quais se destacam o real objetivo que ele é usado atualmente e sua inutilidade.

Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito do “pão e circo” e as suas implicações na temática. A cultura do pão e circo surgiu em Roma, onde pão e trigo eram distribuídos para a população juntamente com espetáculos públicos, entretendo a população e desviando a atenção dos problemas. Sob tal perspectiva, no Brasil, não temos uma realidade tão diferente dessa, e com efeito, que forma cidadãos sem interesse em tentar resolver problemas do cotidiano, que esperam “boas ações” do Governo.

Ademais, convém destacar as as falhas estatais, que faz com que o benefício ajude a linha da pobreza no país, desestimulando a busca de emprego nas camadas de renda mais baixas da população, uma vez que o Governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista a tendência desse quesito aumentar cada vez mais. Com isso, é inadmissível a inoperância das esferas de poder no que tange à mitigação do viés.

Portanto, entende-se que o Bolsa Família é uma espécie de “pão e circo” utilizado pelo Governo em nossa atualidade, enraizado culturalmente e governamentalmente. Logo, cabe ao Governo realmente utilizar o Bolsa Família com a função que realmente era antigamente, deixando de utiliza-lo com outras funções, e reestrusturar o que foi modificado no benefício. Feitos esses pontos, o Brasil poderá seguir em frente sem esse tipo de situação, indo atrás e resolvendo seus próprios problemas.