Permanência do "pão e circo" no Brasil
Enviada em 05/06/2024
Na Roma Antiga, como uma maneira de impedir revoltas populares, foi criada a política do “pão e circo”, onde a população teria entretenimento e alimento e ignoraria todos seus outros problemas. Embora em outra localidade e muito antiga, essa política ainda existe nos dias atuais e no corpo social brasileiro, fato que precisa é errado e precisa ser revertido. Para isso, deve-se reconhecer os efeitos desse ato na sociedade e também porque ele ainda ocorre.
Em primeiro lugar, discute-se os efeitos do “pão e circo”. De acordo com o autor britânico Oscar Wilde, a indignação seria o primeiro passo para que grandes mudanças positivas ocorram em uma sociedade. Entretanto, enquanto os problemas de uma sociedade estiverem sendo encobertos por entretenimento, essa indignação jamais poderá existir e é esse o principal objetivo da política do “pão e circo”. Assim, a partir do momento que não houverem mais barreiras para a percepção da realidade péssima em que muitas pessoas vivem, será possível realizar mudanças significativas, as quais gerarão uma sociedade mais justa e igualitária, com condições de vida similares para toda a população.
Ademais, deve-se compreender porque a sociedade ainda funciona dessa maneira. O geógrafo Milton Santos afirma que só existem duas classes sociais, essas sendo aqueles que não comem e aqueles que não dormem com medo da revolução dos que não comem, o que retrata perfeitamente as relações de poder presentes na sociedade brasileira. Ou seja, a política do “pão e circo” ainda existe pois ela é uma maneira de manutenção de poder e controle àqueles que já o tem, o que permite que eles continuem sendo a classe dominante e que as desigualdades sociais e os privilégios sigam existindo.
Nesse sentido, para que possa haver uma melhora na sociedade, é necessário que essa política seja erradicada. Com esse fim, é essencial que as escolas, em parceria com as prefeituras, realizem e promovam campanhas e atividades que permitam que os alunos desenvolvam um maior senso acerca dos assuntos de desigualdade social e de privilégios, por meio de divulgações frequentes nos espaços escolares e redes sociais, visando, dessa maneira, gerar a indignação necessária para a mudança e, consequentemente, promovê-la.