Permanência do "pão e circo" no Brasil
Enviada em 26/07/2024
A política de “pão e circo”, explorada pelo Império Romano, surgiu como meio de agradar a população e disfarçar os problemas políticos, mantendo-a alienada. Era realizada por meio da distribuição de pão e trigo para os mais pobres e também pelos espetáculos realizados no Coliseu e Circo Máximo. No Brasil, a permanência da política do “pão e circo” é perceptível devido a questões como a necessidade dos políticos em passar uma boa imagem para a população.
Em primeiro lugar, a busca dos políticos por um apelo popular para se manter no poder, leva-os a procurar meios de facilitar esse objetivo. No livro “O príncipe” de Nicolau Maquíavel, o autor reforça a ideia de “quem for eleito pelo povo deve manter-se amigo dele”. a visão expressa pelo filósofo indica a necessidade da popularidade para a manutenção do poder, o que leva o político a encontrar formas de conseguir esse apelo ao público, com a ideia do “pão e circo” sendo um dos recursos utilizados.
Analogamente, podemos citar o programa Bolsa Família, representando um exemplo claro do que seria o “pão” na política do “pão e circo”. O programa visa combater a pobreza e desigualdade social, oferecendo benefícios para famílias que vivem em pobreza, tendo um impacto social positivo desde sua implementação no Brasil. Porém, o programa também é utilizado como ferramenta para conquistar apoio político, principalmente entre as classes menos favorecidas. Durante campanhas eleitorais, a continuidade e ampliação do programa são frequentemente utilizadas para conseguir o voto dos beneficiários e simpatizantes.
Portanto, um dos modos para amenizar o problema seria a conscientização política e social da população, em que o Ministério da Educação, órgão responsável pela formulação das políticas educacionais, deveria implementar e incluir disciplinas curriculares de educação política e de cidadania para capacitar os cidadãos a entender e questionar políticas públicas e práticas midiáticas, e se tornarem vozes ativas.