Permanência do "pão e circo" no Brasil
Enviada em 30/08/2024
No filme “É Assim Que Acaba”, é contada a história de uma mulher que enfrenta traumas de violência doméstica e se apaixona por um homem a princípio atencioso, mas, que possuía o mesmo comportamento agressivo de seu pai. No entanto, em nome do amor, ela permanece nessa relação abusiva. De forma análoga ao longa metragem, a população brasileira permanece alienada com as pequenas medidas populistas do Estado, cujo o objetivo é desviar a atenção das massas dos reais problemas políticos e socias. Desse modo, é evidente a displicência estatal não só em ludibriar a população com pequenas migalhas paliativas de cestas básicas, por exemplo, como também, em resolver a causa dos problemas como, a desigualdade social, a fome, e o desemprego no país.
Em primeira análise, é importante destacar a motivação do sistema político brasileiro em adotar essa política de “pão e circo”. Segundo o filósofo contratualista, Thomas Hobbes, em seu estado de natureza “o homem é lobo do próprio homem”. Estabelecendo um paralelo aos líderes governamentais, a afirmação diz que o ser humano tende a ser mau, ambicioso ao poder, e inclinado a atender os seus próprios interesses, sendo esses, os principais motivos para se ingressar na política atuelmente, e não para atender as necessidades do povo.
Outrossim, vale ressaltar que essa política na Roma Antiga culminou na crise do Império, que faliu economicamente pelos gastos altos com as fúteis atrações que ocorriam no Coliseu na época. Desse modo, segundo o filósofo e político Rousseau, é dever do Estado garantir a promoção do bem-estar social, bem como, a administração de recursos, a fim de contemplar e suprir as deficiências da sociedade. No entanto, tal dever não é cumprido como previsto na Costituição Federal, visto que, o governo se concentra em distrair as mazelas do povo com jogos de futebol, programas de TV, e auxílios financeiros irrisórios, para mascarar o
desemprego e a pobreza enraizados no Brasil.
Portanto, diante dos fatos supracitados, cabe ao Ministério da Economia, investir na abertura de empresas que gerem mais empregos, isso, por meio do arcabouço fiscal e de uma readequação orçamentária, a fim de melhorar a situação economica do brasileiro, e cumprir com sua responsabilidade de cuidar da nação.