Permanência do "pão e circo" no Brasil
Enviada em 29/10/2024
A obra “O Grito” de Edvard Munch retrata uma figura de desespero, de forma que, tal aflição é escondida hodiernamente na sociedade brasileira por intermédio da política do “pão e circo”, sendo que, a referida conduta remonta à época do Império Romano, onde eram ofertados ao povo alimento e entretenimento para disfarçar o fracasso do Estado em prover qualidade de vida. Em pleno século XXI, no Brasil, esse artifício governamental ainda é utilizado, tendo como fatores impulsionadores a perpetuação da permanência de grandes grupos no poder e falta de sensibilidade cidadã a cerca do poder do voto.
Diante desse cenário, é perceptível que vários grandes grupos tomam de conta da política brasileira, de forma que, um caso bem recente aconteceu no Maranhão, onde a família Sarney governou o Estado por muitos anos. É impressionante como em um país com altos índices de pobreza observem-se fatos como este, entretanto, é explicável, pois o povo se contenta com pouco e a mídia traz entretenimento para minguar qualquer sentimento de revolta popular. É inegável que faltam mecanismos jurídicos para conter a perpetuação de verdadeiros clãs no poder.
Além disso, desde a Grécia Antiga, local onde surgiu a democracia, o ser humano tenta criar mecanismos para que o meio social tenha decisões tomadas de forma mais coletiva, de maneira que, não existe algo tão notório da materialização deste intuito quanto o voto. Tal ferramenta deve ser colocada em um alto pedestal no que tange a ser um instrumento de transformação social e a consciência cidadã deve valorizá-lo acima qualquer outro mecanismo.
Portanto, cabe ao Congresso Nacional elaborar leis que visem afastar a possibilidade de perpetuação do poder em posse de grupos, como leis que distanciem a possibilidade de familiares próximos se candidatarem para cargo político anteriormente ocupado por um ente familiar. Da mesma forma cabe ao Supremo Tribunal Eleitoral promover campanhas de conscientização do voto com o intuito de fortalecer a mente cidadã.