Permanência do "pão e circo" no Brasil
Enviada em 16/04/2025
Durante a crise da república romana, surge com a figura de Otávio Augusto -primeiro imperador romano- a política do pão e circo, a qual o império supria as necessidades básicas e trazia diversão para a população, garantindo apoio político e prevenindo qualquer revolta. Essa realidade antiga ainda se faz presente no Brasil, que, em virtude do pão e circo enfrenta a alienação e escolhas políticas inconscientes pelo povo brasileiro.
Em primeira análise, a alienação dos cidadãos é um entrave no que tange à superação do pão e circo no Brasil. A esse respeito, o filósofo alemão Karl Marx define a alienação como sendo o trabalhador que se sente alheio ao produto final, o qual não consegue enxergar sua importância na produção. Em paralelo com a definição do pensador, o povo brasileiro não consegue enxergar a sua importância nos feitos do Estado e no triunfo dos políticos, até mesmo os vendo de maneira endeusada, esquecem que seus votos e suas contribuições em impostos são o que mantêm o país. E, dessa forma, políticos ricos exploram as necessidades do povo para serem obedientes aos seus interesses.
Além disso, vale ressaltar a inconscienciência política da população brasileira em virtude da política romana, a qual induz o povo a não considerar a longo prazo as consequências de suas escolhas, pensando apenas em benefícios imediatos. Assim como a política do café com leite -prática de alternância entre presidentes mineiros e paulistas durante a república velha- na qual coronéis ricos apoiavam candidatos à presidência em troca de favores durante o mandato. Da mesma forma, os eleitores brasileiro elegem políticos independente de sua índole ou antecedentes de corrupção, apenas pensando em sua promessas populistas.
Portanto, é indispensável intervir no que diz respeito à política do pão e circo no Brasil. Para isso, os intelectuais e pensadores devem se unir a movimentos sociais de caráter socioeconômico, com o objetivo de combater a política romana, por meio de palestras em espaços públicos -feiras, escolas e praças- e propagandas nas grandes mídias, alertando sobre como essa política afeta o povo. E, dessa forma, gerar uma sociedade brasileira com maior senso crítico e consciente de suas decisões políticas.