Permanência do "pão e circo" no Brasil

Enviada em 28/05/2025

A Constituição Federal de 1988, declara em seu artigo 5ª que todos têm direito à cidadania. Porém, grande parte dos brasileiros encontram-se alienados diante dos seus direitos, deveres e fiscalização do trabalho público, contribuindo para a continuação do fenômeno “Pão e circo”. Nesse sentido é notório destacar a falta de entendimento e regeneração de padrões maléficos.

Nesse contexto, a desorientação do povo do rumo político do Brasil, é uma característica da dominação das massas. Nesse aspecto, o filósofo grego Platão, narra o “Mito da caverna”, em que homens acreditavam que as projeções das sombras eram verdades irrefutáveis. De maneira análoga, o contexto social atual encontra-se encharcado de um mecanismo de dispersão social valendo-se de esportes, programas de TV, jogos de azar e etc. Com isso, tais meios, assim como as sombras, culminam em dominação popular e esfriamento investigativo, evitando o descontentamento, movimentos sociais de revolução e etc.

Outrossim, o contexto histórico do Brasil e a inércia de hábitos que contribuem para favorecimento de “Pão e circo’’. Nessa circunstância, o escritor Lima Barreto, mostra em sua obra, Bruzundangas, os abusos e mazelas da primeira república. Contudo, depois de mais de 100 anos a população brasileira continua a sofrer dominação passiva de diferentes formas. Nessa circunstância, o povo é marcado pelo enraizamento de uma estrutura social especializada em abafar a indignação movimentos sociais com repressão, formando uma nação regida pelos interesses de uma elite formadora de opinião, dominante e egoísta. Portanto, cabe a fiscalização das ações políticas no Brasil.

Assim, urge a necessidade de formular medidas interventivas. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por políticas educativas, por meio das Secretarias de Educação, instruir professores das áreas das ciências humanas, para prestar nas salas o devido esclarecimento, preparo, alerta sobre a dominação social, para formar uma juventude atenta e crítica. Ainda mais, com o mesmo agente, por intermédio das mídias sociais, promover propaganda de alerta e elucidação social para atingir pessoas que utilizam somente estes meios de comunicação. Por fim, o ciclo do “Pão e circo” será quebrado.