Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 13/05/2021
A Quarta Revolução Industrial, possibilitou a difusão de tecnologias da comunicação e permitiu a propagação de informação e comunicação instantânea entre as pessoas, facilitando o aprendizado em diversas áreas do conhecimento. No entanto, a área da educação adotou um novo meio de ensino durante a pandemia - ensino remoto - e que promoveu o aumento na desigualdade de acesso às aulas. Por conseguinte, pode-se afirmar, que a descentralização do conhecimento e a falta de recursos básicos para o ensino remoto agravam esses impasses.
Em tal situação, cabe ressaltar como a dissociação do discernimento da população contribui para essa problemática. Nesse sentido, segundo o sociólogo espanhol Manuel Castells, a evolução da tecnologia vem consolidando o crescimento das informações. Indiscutivelmente, o crescimento de meios tecnológicos possibilita o maior aprendizado, porém promove a desigualdade das informações com indivíduos que não possuem aparelhos tecnológicos. Nessa acepção, é indiscutível que mesmo com intensa tecnologia no século XXI, os alunos sofrem com as dificuldades da heterogeneidade das aulas remotas e tornando-se um grande problema no aprendizado dos estudantes.
Faz-se mister, ainda, salientar a escassez de mecanismos essenciais para o ensino remoto como impulsionador do problema. Nessa perspectiva, segundo uma pesquisa realizada pelo Fundo de Nações Unidas para a Infância (UNICEF), no Brasil, mais de 4,8 milhões de crianças entre 9 a 14 anos não possuem acesso à internet em casa, desse modo impactando negativamente o aprendizado dos jovens, principalmente, na pandemia. Dessa forma, é evidente que a falta de aparelhos tecnológicos e da internet propicia o desaparecimento dos alunos nas aulas remotas, pois os estudantes não têm como participar.
Destarte, diante dos desafios supramencionados, é necessário a ação conjunta do Estado e da sociedade para mitigá-los. Assim, cabe ao Ministério da Educação, por meio do Poder Público, promover a incrementação de projetos, como contratos com provedores de internet para disponibilizar uma rede gratuita para estudo, além da disponibilização de alguns aparelhos que não estão sendo utilizados pelas escolas para os alunos. Agindo assim, espera-se que a difusão da tecnologia seja feita de forma correta e que o ensino remoto possa ser realizado de maneira homogênea para com os estudantes.