Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 24/09/2019

Pesquisas realizadas pelo SAGAH - empresa de educação - apontam que em 2023 mais alunos estarão matriculados em um curso EAD (educação a distância) do que em um curso presencial. É nesse contexto, que faz-se fulcral o debate sobre a democratização do ensino e a “indústria de diplomas”, proporcionados pelo sistema EAD, bem como seus desdobramentos frente à sociedade brasileira.

Em primeiro plano, as TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) são os alicerces do ensino a distância no Brasil, visto que são responsáveis por integrar alunos e professores em um país de proporções continentais. Ademais, é por meio delas que a descentralização do conhecimento ocorre,fundamentada no conceito de sociedades em redes, de Manuel Castells, que versa sobre a existência de uma rede hiperconectada de informações.Desse modo, o ensino a distância, no Brasil, é uma ferramenta de democratização do conhecimento, permitindo,assim,o acesso à educação por parte da população antes desamparada, seja por condição financeira, tempo ou mobilidade, e se faz valer da internet como mediadora entre docentes e discentes, em espaços distintos.

Não obstante, o sistema EAD recebe críticas, quanto ao seu impacto social, a exemplo do sociólogo Cesar Callegari que chama atenção para o surgimento de uma “indústria de diplomas” que coloca em xeque a qualidade do ensino a distância, caso não haja controle sobre as instituições que ofertam tal modalidade.Nesse sentido, os dados obtidos pela SAGAH para o ano de 2023 podem revelar um sucateamento da educação, maquiado pelo número de cidadãos com nível superior. Dessa forma, é necessário direcionar total atenção para a manutenção qualitativa do EAD, com vistas a promover a democratização do ensino com retorno intelectual, ou seja, a capacitação profissional efetiva.

Em suma, a educação a distância dever ser incentivada,com os devidos cuidados, de modo a tornar o ensino democrático.Dessarte, cabe ao Ministério da Educação (MEC) investir no aperfeiçoamento das TICs, por meio de incentivos às pesquisas na área de tecnologia da informação ,com o auxílio do CNPq, afim de incrementar melhorias nas plataformas educacionais digitais, para aprimorar o aprendizado.Consoante ao exposto, faz-se necessário a inspeção de qualidade dos alunos e das instituições EAD, por meio de avaliações ,do MEC, com o fito de comprovar qualidade similar ao ensino presencial.