Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 30/08/2019
Ao longo da história humana, a criação e transmissão de conhecimento foi sendo um processo moldado ao decorrer das eras. Se antes as escolas era elitizadas pelo gênero masculino e por aqueles que não trabalhavam, atualmente a educação se tornou mais popular. Com isso, surge-se a discussão a respeito da eficácia e do possível investimento na educação a distância (EAD), a qual é possível graças ao advento da internet. Apesar de promissora, tal modalidade de ensino carece de uma grande infraestrutura para funcionar de maneira eficaz, sendo esse um enorme impecilho para seu pleno funcionento em solo brasileiro.
Apesar de possuir um enorme e rico território, o Brasil não possui uma boa distribuição de recursos e tecnologia ao longo dele. De acordo com o mapa feito pelo geógrafo Milton Santos, no qual o pesquisador busca representar as concentrações tecno-informacionais na área brasileira, nota-se uma grande disparidade entre as regiões Concentrada, Nordeste e Amazônia; enquanto a primeira é extremamente tecnológica, as duas últimas apresentam uma grande carência nessas áreas, acabando por dificultar a difusão do método de EAD por entre elas.
Aliado a isso, há um enorme problema com a própria educação brasileira básica, questões de baixa infraestrutura no setor público e falta de professores, de tal sorte que a possibilidade de investimento em outra área se mostra contraditória. Havendo tão grande disparidade entre a educação pública e os projetos à EAD, vê-se a falta de gestão e planejamento existentes no governo, visto que há a priorização de iniciar um outro tipo de ensino em detrimento à melhora do já existente, sendo que esse se apresenta deficitário.
Com isso, infere-se que a educação a distância não deve ser aplicada como foco no Brasil sem antes haver uma resolução dos problemas estruturais. Para tanto, cabe aos governos estaduais um maior investimento e melhor administração com relação às escolas públicas, de forma a melhorar a qualidade dessas, preparando melhor o aluno para a fase universitária (justamente a qual apresena maior índice de uso da EAD). Ademais, cabe ao governo federal um maior investimento nas áreas periféricas do território nacional, tornando-as aptas a receber o sistema de ensino de maneira otimizada e plausível, fazendo essas regiões terem maior acesso à tecnologia e preparando-as para que possam aplicar a educação a distância. Dessa forma, haver-se-á uma melhor distribuição e eficiência no ensino brasileiro, tendo a EAD como importante aliada nesse processo.