Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 24/10/2019

Com o advento da Revolução Tecno-científica, o mundo tornou-se mais globalizado e com maior acesso à informação. Nessa perspectiva, muitas atividades convencionais passaram por adaptações que se projetam no mundo digital, bem como é o caso da educação. Diante disso, deve-se pontuar questões de preconceito e tradicionalismo como desafios desse cenário.

Em primeira análise, vale destacar o preconceito como um agravante da problemática. A saber, a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) visa estimular a prática e o desenvolvimento de projetos não presenciais em ensino. Entretanto, há um preconceito explícito diante de tal modalidade educacional, uma vez que não verifica-se o reconhecimento de diversos cursos pelo órgão competente. Com efeito, ocorre o impedimento da democratização do ensino superior e o número de graduados decresce.

Em segunda análise, o tradicionalismo é usado como argumento contrário à Educação a Distância (EAD). Isto porque, herdada da catequese, a estrutura escolar clássica é vista ainda como a mais adequada para a formação do indivíduo. Todavia, essa conjuntura contrasta com a teoria “Habitus” de Pierre Bordieu, haja vista que a sociedade não naturaliza as estruturas sociais de sua época. Por conseguinte, vê-se uma tradição histórica contrária à adoção da EAD.

Desse modo, urge a necessidade de medidas para alterar o quadro vigente. Portanto, o Ministério da Educação deve, com urgência, promover a democratização do ensino a distância, por meio de incentivo e fomento ao ingresso, a fim de mitigar os preconceitos educacionais. Além disso, a mídia deve desconstruir possíveis tradicionalismos, por intermédio de campanhas nas mídias sociais - TV e internet -, para que a sociedade seja conscientizada abertamente sobre as oportunidades e benefícios da EAD. Feito isso, a realidade atual será naturalizada com a estrutura social de sua época, conforme Bordieu.