Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 21/10/2019
A criação da internet, durante a Guerra Fria, abriu portas para novas descobertas e oportunidades. Com o maior acesso a informações, a internet possibilitou, a tentativa, de democratizar o conhecimento, ofertando diversas ferramentas para tal. É o exemplo da Educação a Distância (EaD), que surge como alternativa de adquirir o ensino superior ou técnico, voltado a população que necessita de uma maior flexibilização do tempo. Posto isso, é necessário discutir a problemática diante de dois vieses: suas perspectivas e seus desafios.
A priori, é preciso ressaltar que a procura pela EaD tende a continuar aumentando, devido a maior comodidade e menores preços. Nesse contexto, por ser uma modalidade com menor custo de produção e ser totalmente ou parcialmente digital, os cursos oferecidos, têm menor mensalidade, tornando-os atrativos para indivíduos que não conseguiram ingressar em uma universidade pública ou particular de ensino presencial, ou até mesmo, para aqueles com baixo poder aquisitivo. Ademais, por ser virtual, o aluno pode organizar o horário conforme suas necessidades e tempo livre, sendo interessante para aqueles que têm outras obrigações, tais como, filhos e trabalho. Esse cenário, é comprovado pelo Ministério da Educação (MEC), o qual alegou que mais de 1,5 milhão de alunos estudam a distância e sua maioria tem o perfil citado. Assim, a EaD surge como meio para democratiza o acesso e o direito à educação garantido pela Constituição Federal, permitindo que mais pessoas tenham ensino superior.
Não obstante, ainda há muitos desafios a serem enfrentados pela EaD. A princípio, o maior desafio é a criação de um ambiente favorável para a implantação dessa modalidade, com um projeto de lei que estabeleça quais cursos possam ser ministrados, visando a segurança do aluno e do futuro cliente. E a legalização das instituições competentes, impedindo que haja uma disseminação de cursos não autorizados pelo MEC, evitando possíveis fraudes e aumentando a credibilidade desses, quebrando o tabu da inferioridade em comparação com o ensino presencial. Outrossim, as instituições precisam está cientes do perfil socioeconômico dos alunos, para que o devido suporte seja dado, pois pode haver ausência de habilidades e equipamentos digitais, distanciando a procura, ou corroborando para evasão.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Ministério da Educação junto ao poder legislativo, a superação dos desafios, por meio da reformulação da legislação que aborda a Educação a Distância, tal projeto visaria promover a estruturação adequada para o ensino, sendo obrigatoriedade disciplinas de informática básica e manuseio da plataforma da universidade, aliado a um empréstimo de equipamento eletrônico se necessário, objetivando aumentar a procura, permanência e o acesso ao ensino superior.