Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 05/09/2019

A educação a distância, coloquialmente referida EAD, é uma facilidade alcançada através das tecnologias; os alunos não precisam enfrentar problemas de locomoção, ou adequação de horários: a aula está disponível em todo e qualquer lugar que possua a aparelhagem necessária para que ocorra a transmissão do conhecimento. Entretanto, em outra perspectiva, tais qualidades tornam-se desafios se considerado o cenário tecnológico brasileiro e os déficits que podem ocorrer com a menor interatividade que uma aula virtual possui, comparada à aula presencial.

Nesse panorama, pode-se citar os obstáculos da abrangência da educação a distância no país; cidadãos que não possuem todos os equipamentos modernos necessários para o desenvolvimento das disciplinas, ficam restritos ao acesso das mesmas. A esse respeito, o jornal Nacional noticiou que cerca de 45% dos municípios brasileiros são ignorados perante as empresas de telefonia e internet, esses ,portanto, seriam privados do contato com a educação virtual. Também é destacável o alto índice de pobreza que o país enfrenta, o que denota renda insuficiente para a aquisição e manutenção dos aparelhos utilizados nessa modalidade de ensino. Dessa forma, a implantação imediata da tutoria à distância no território brasileiro, seria exclusivista.

Ainda nesse tema, é considerado popularmente que a qualificação do profissional formado à distância seja dubitável. Nesse viés, a revista Veja produziu uma matéria na qual consultou a opinião pública sobre a aptidão dos graduados em EADs, num âmbito geral 56,5% dos entrevistados classificaram esses profissionais como inaptos ao exercício de suas funções; o índice aumenta para 78% quando trata-se de graduandos em áreas da saúde. Tais números demonstram que a faculdade virtual está em processo lento de consolidação no Brasil, e necessitará de uma interferência concreta na opinião púbica que possa comprovar a aptidão do especialista para execução do cargo.

Logo, cabe ao senado a criação de leis que regulamentem o ensino de forma severa em meio às instituições que oferecem cursos a distância, cobrando do aluno testes regulamentados que possa provar sua qualificação e lhe confira credencial nacional de sua respectiva atividade. Bem como cabe aos deputados a criação de programas sociais que ajudem financeiramente famílias carentes possibilitando a extensão da tecnologia por todo o território brasileiro. Tais medidas devem ser tomadas em conjuntos com governadores de Estado e com total persistência por meio de pleitos legais. Assim, a educação virtual, algo que pode facilitar o ensino no país, abrangerá maiores áreas, classes sociais e os profissionais por ela formados terão maior aceitação social e, consequentemente, poder de atuação.