Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 28/08/2019

A educação a distância é uma forma de ensino-aprendizagem mediada por tecnologias que permitem que o professor e o aluno estejam em ambientes físicos diferentes. Entretanto, apesar de seu potencial transformador e inclusivo, enfrenta uma série de obstáculos. Contudo, a EaD oferece a possibilidade de levar a educação a indivíduos historicamente excluídos socialmente, mas do modo como essa se dá hoje, ainda é alvo de preconceito e enfrenta como obstáculos  a exclusão digital presente nas regiões mais pobres do país.

Convém ressaltar, a princípio, que a educação a distância é uma forma de aprendizado de acessibilidade financeira, uma vez que os cursos inseridos nessa modalidade costumam custar um valor inferior, além de temporal porque as disciplinas ficam salvas e podem ser assistidas a qualquer momento do seu dia. Tais fatos colaboram com as pessoas que não tem tempo para realizar o ensino superior por diversos motivos, principalmente para o público feminino que encara a “jornada tripla”, onde uma mulher vai trabalhar, cuida dos seus filhos e estuda. Tal fato é confirmado pelo último censo divulgado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), o qual afirma que as mulheres compõem mais da metade dos registros de quem procura essa modalidade educacional.

Em segundo plano, vale evidenciar a tamanha exclusão digital existente no Brasil. Consoante o Jornal O Globo, 21 milhões de brasileiros não possuem internet em casa, o que vai contra Organização da Nações Unidas a qual declarou publicamente que o acesso à internet deve ser enxergado como um direito humano. Esses fatores acarretam para uma série de obstáculos tecnológicos, ainda mais para as regiões pobres do país e cria uma barreira para aqueles que querem seus diplomas. Dessa maneira, percebe-se que essa inaceitável questão configura, não só um irrespeito colossal, mas também uma desvalorização comunal. Logo, deve ser modificada em todo território.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse enfrentados pela educação a distância no Brasil. Para que haja maior acessibilidade à internet nas regiões mais pobres do país, urge que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em parceria com o Ministério da Educação, ampliem os subsídios para compra de equipamentos e para planos de banda larga residenciais. Ademais, isso deve ser feito por meio da disponibilização de verbas governamentais, com uma pesquisa sobre as regiões não favorecidas com internet e a implementar meios de rede. Assim, será possível diminuir a exclusão digital e os indivíduos poderão concluir o ensino por meio da EaD.