Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 28/08/2019
Com o advento da globalização, inúmeras formas de comunicação surgiram, gerando assim, novas possibilidades para antigos campos de atuação. Nesse contexto, o processo educacional adquiriu a possibilidade de acontecer de maneira não presencial, ou seja, através de meios tecnológicos e essa nova vertente abriu perspectivas positivas com a democratização do acesso à educação, mas também trouxe consigo desafios com a dificuldade no controle da qualidade dessa formação. Logo, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, para que estes sejam devidamente compreendidos e combatidos.
Convém ressaltar, em primeiro plano, que o surgimento da educação a distância trouxe a democratização do acesso à educação ao possibilitar esse acesso para pessoas de contextos adversos que aderem a esses cursos principalmente em virtude das suas facilidades, como o acesso em qualquer local e horário, que gera a oportunidade de realizar, simultaneamente a graduação e o trabalho, por exemplo. Além disso, os custos com deslocamento são evitados e as mensalidades custam menos do que uma graduação presencial. Esse panorama tem evoluído e tomado proporções cada vez maiores, porém sofre com um grande número de evasões, por diversos motivos, o que é considerado como o maior problema do ensino a distância de acordo com a pesquisa do Censo EAD, realizada em 2010. Ademais, é cabível salientar que o saturamento das universidades que passaram a disponibilizar essa modalidade, por conta dos baixos custos em sua implementação, abre espaço para a existência de cursos de má qualidade que podem vir a formar profissionais sem a competência necessária para atuar no mercado de trabalho. Além disso, determinados cursos que são fundamentados no contato humano, já tem sido implementados na modalidade semipresencial, como a enfermagem, por exemplo, deixando dúvidas no que diz respeito à sua prática no futuro. Desse modo, faz-se necessária a reformulação do processo de aprovação das universidades e cursos a distância pelo Ministério da Educação, visto que, como mencionado pelo escritor Aldous Huxley: Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados.
Diante da importância dessa questão, é necessário que ocorra uma mobilização conjunta entre a sociedade e o Estado, visando melhorias na Educação à distância. Portanto, a sociedade deve atuar fiscalizando a efetividade desse campo, tanto enquanto estudante, como enquanto cidadão que utilize os serviços desses profissionais. Além disso, é de suma importância que o MEC torne o processo de aprovação dessas universidades mais burocrático e confiável para que os empasses sejam minimizados e os benefícios desse formato de educação sejam aproveitados.