Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 03/09/2019
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Contudo, o comodismo no âmbito pessoal e profissional, oferecido pelo ensino a distância (EAD), impossibilita que uma parcela da população concretize e desfrute de maneira total de tal garantia. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato.
A priori, é perceptível que o mundo está em constante evolução. Como diz o sociólogo Zygmunt Bauman: vive-se em uma “modernidade líquida”, ou seja, a sociedade está em contínua mudança. Com isso, o progresso no viés educacional proporciona, atualmente, o ensino a distância que oferece uma maior flexibilidade no tempo do indivíduo além de não haver a necessidade de locomoção. Nesse contexto, é viável para a população de baixa renda já que os valores das mensalidades possuem um custo menor. Desse modo, o mercado de trabalho educativo abre vagas profissionais em grande quantidade como também amplia as opções do estudante.
Ademais, essa método didático é priorizado por aqueles que já possuem um emprego ou buscam uma segunda graduação. Segundo o Censo realizado em 2015, quase 50% dos estudantes de EAD têm entre 30 e 40 anos, além de 70% das instituições públicas que utilizam essa didática contarem com alunos que estudam e trabalham. Entretanto, esse processo de ensinamento não dispõe apenas de um lado positivo. Apesar da flexibilidade e do menor custo, o ensino a distância propicia o comodismo e a falta de socialização naqueles que não realizam nenhum tipo de atividade extracurricular, fator este que pode influenciar na qualidade profissional dos mesmos.
Portanto, antes que a situação se agrave, é preciso intervir. O Ministério da Educação, em parceria com a Associação Brasileira de Educação a Distância, devem tornar obrigatória a disposição de polos, por parte das instituições de EAD, para a realização de atividades e aulas presenciais a fim de diminuir o comodismo e melhorar a capacitação dos indivíduos.