Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 03/09/2019
As primeiras teorias educacionais surgiram na Grécia Antiga e estavam centradas no preparo militar, esportivo ou intelectual. Contudo, na modernidade, a educação atua como agente de transformação social. Paralelamente, com novas perspectivas e desafios, a educação à distância (EAD) possui grande relevância nesse processo. Logo, a disseminação do conhecimento é um avanço, porém, as limitações de acesso às tecnologias são obstáculos reais.
Mormente, convém destacar a importância da propagação do saber, por meio das redes de comunicação, para alcançar a população brasileira. Dessa forma, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) informou, em 2018, que o crescimento da EAD no país é maior do que o ensino presencial. Nesse sentido, se continuar nesse ritmo, terá mais alunos do que a modalidade presencial em 2023. Por conseguinte, tal estratégia educativa possibilita maior participação, devido a características como flexibilidade de horário, local de estudo e redução de gastos.
Contrapondo essa amplificação do conteúdo, a necessidade de equipamentos tecnológicos torna-se uma barreira da EAD. Sendo assim, é essencial destacar que no Brasil existem, atualmente, cerca de 13 milhões de desempregados, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ademais, em treze estados do país a renda por pessoa é inferior ao valor de um salário mínimo. Consequentemente, essa parcela da sociedade está em situação de vulnerabilidade, ou seja, não consegue adquirir computadores ou contratar planos de internet.
Portanto, é papel do Estado possibilitar novos avanços na EAD. Desse modo, o Governo Federal, deve desenvolver uma política de inclusão digital, por meio de um Projeto de Lei Complementar. Assim, tal medida deve prever a aquisição de ferramentas tecnológicas e a contratação do serviço de internet, que serão disponibilizados para a comunidade carente. Com isso, espera-se minimizar essa limitação social e manter a educação como agente transformador, opondo-se ao contexto da Grécia Antiga.