Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 03/09/2019
A educação a distância (EAD) é definida como ensino mediado por tecnologias que permitem a transmissão de conteúdos escolares do professor ao aluno, sem que estejam fisicamente juntos. A procura por esse método de ensino tem crescido no Brasil devido a necessidade de flexibilização do tempo e menor custo. Contudo, a queda da qualidade do ensino, maiores chances de desenvolver fobias sociais e de dificultar a relação quando em contato com outras pessoas e a segregação são problemáticas presentes nesse âmbito. Por essa visão, os impasses devem ser mitigados pelo governo brasileiro e pela população.
Destarte, atualmente, século XXI, o uso de plataformas digitais, como o YouTube, que contêm professores e alunos que compartilham seus conhecimentos, contam com diversas visualizações de pessoas que buscam complementar os conhecimentos adquiridos nas aulas presenciais. Porém, quando o uso de plataformas digitais é o único método utilizado, a certeza da qualidade de ensino não se faz presente, por ser um método universal e conteudista de ensino, sem conhecer as dificuldades dos alunos. Ademais, os países com EAD regulamentada contam com testes governamentais de conhecimento; prática ausente no Brasil, aumentando a margem de menor qualidade de ensino.
Outrossim, pessoas que optam por se graduarem à distância podem enfrentar maiores chances de desenvolverem alguma fobia social e dificultar a construção de vínculo ou de comunicação quando em ambientes com outras pessoas - visto que a convivência com outros seres humanos diminui drasticamente. Nos cinemas, filmes como ‘Mean Girls’ retratam essa temática. Continuamente, no Brasil, o acesso à internet não atinge toda a população e trabalhadores que dependem inteiramente da renda de seus serviços não têm condições de pagarem para conseguirem conciliar estudo e trabalho, visto que se encontram em extrema pobreza tornando, assim, a segregação um fato presente nesse meio.
Em suma, em diversas perspectivas em torno do ensino a distância, várias problemáticas fazem-se presentes. Nesse viés, à fim de definir um controle de qualidade de ensino, o governo, na figura de Ministério da Educação, deve atualizar a regulamentação de forma que permita uma maior fiscalização por meio de testes avaliados pelo MEC, para que, no futuro, o Brasil tenha profissionais garantidamente melhor qualificados. Faz-se necessário, também, que as plataformas dessa modalidade de ensino incentivem, induzidos por pena de multa aplicada pelo governo, seus alunos a procurarem acompanhamento terapêutico e estimulem a prática de atividades que envolvam outras pessoas presentes fisicamente, diminuindo, assim, as chances de desenvolverem fobias sociais.