Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 04/09/2019

A educação sempre foi algo associado a elite, por muitos séculos apenas homens possuíam este privilégio. No entanto, com o passar do tempo e a chegada da tecnologia, a democratização da educação se tornou possível através da internet, possibilitando o Ensino a Distância (EAD).

Com o intuito de ter flexibilização de horário, mensalidades acessíveis, material disponível online e formação rápida (principalmente em cursos livres), EAD é o melhor caminho para quem deseja investir nos estudos mas possui rotina pré estabelecida e orçamento limitado. De acordo com a Associação Brasileira de Ensino à Distância (ABED), 65,63% dos alunos de EAD trabalham e estudam e 49% estão na faixa etária de 31 a 40 anos.       Por outro lado, uma das críticas a este método se aplica ao pequeno número de aulas presenciais, o que pode ser prejudicial para estudantes de graduação, afinal, cursos voltados para a área da saúde como por exemplo, fisioterapia, necessitam também de aulas práticas. Ademais, outra preocupação é a flexibilidade, que embora seja um ponto positivo, pode se tornar uma armadilha, uma vez que, diante de tanto comodismo, o aluno pode acabar procrastinando por muitas vezes não ter horário específico para estudar.

Em suma, é inegável que a tecnologia revolucionou a forma de aprender e ensinar. Diante dos fatos, é necessário que o MEC (Ministério da Educação) em parceria com a ABED, fiscalize portais e instituições, promovendo melhorias nas plataformas digitais para que o aluno tenha praticidade e se sinta acolhido. Outrossim, deve haver aumento na quantidade de aulas presenciais disponíveis para que o estudante tenha também conhecido prático. Assim, a educação será cada vez mais acessível e democrática.