Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 01/10/2019
Na obra cinematográfica “Perdido em Marte”, Matt Damon interpreta um botânico em missão intergalática de reconhecimento do território marciano. Na trama ele é deixado para trás pela tripulação e por intermédio de orientações via áudio e visual obtém conhecimentos que lhe possibilitam sobreviver. Fora da ficção, tal troca de aprendizados de maneira remota é bastante equivalente ao advento, perspectivas e desafios da educação à distância no Brasil. Neste sentido o preconceito arraigado a essa modalidade de ensino bem como a falta de estrutura presencial de educação em locais mais afastados do Brasil são fatores preponderantes de serem analisados.
Em primeiro lugar, compreender a educação à distância como um modelo com grande potencial de eficácia que precisa ser melhor compreendido e não dogmatizado é fator primordial. A partir dessa percepção, Isaiah Berlin sintetiza o desserviço que o estabelecimento e manutenção que um determinado dogma pode causar, evidenciando a necessidade de repensar padrões regidos de pensamentos que podem levar a critérios equivocados de predileções e escolhas. Isso está exemplificado á medida que um potencial aluno descredibiliza a qualidade ou a metodologia de ensino de um curso realizado à distância. A quebra de tal paradigma é imprescindível.
Outrossim, compreender a finalidade social vinculada à democratização do ensino faz da educação à distância uma ferramenta eficaz de alcance a locais anteriormente carentes de infraestruturas presenciais de ensino, educação e profissionalização. Dadas ineficiências podem estar ligadas tanto ao distanciamento de específicas regiões regiões geográficas, falta de investimento público na educação da respectiva comunidade ou ainda o desinteresse privado no que tange o investimento na estrutura física do ensino presencial. Neste contexto Gilberto Freyre salienta a funcionalidade variada de meios e mecanismos de educação que a embasem em uma finalidade social em progressão contínua e para todos. Regiões ribeirinhas são exemplos da atuação EaD.
Portanto, é mister que o Estado tome providência que fomentem e viabilizem positivamente as perspectivas e desafios da educação à distância no Brasil. De tal forma, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, respectivamente, ofereçam cursos, palestras e workshops que esclareçam e apresentem propostas, direcionamentos e formas as quais são modeladas as práticas e aplicações de um curso à distância, provendo a quebra de paradigmas, seu reconhecimento e aceitação como um modelo proveitoso de ensino; além da intensificação da disposição de computadores, aparatos informacionais e cursos EaD, aproximando indivíduos principalmente de locais mais remotos a esse modelo de ensino. Feitos por meio de escolas estaduais.