Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 05/09/2019

Na Constituição Cidadã, art. 205, garante que a educação, direitos de todos e dever do estado e da família, será promovida e incentivada visando um pleno desenvolvimento da pessoa, de modo a prepará-la para o exercício da cidadania e sua qualificação no mercado de trabalho. Sob esse viés, a educação a distância (EAD) é aliada na fortificação da lei, porém, a mesma, enfrenta desafios na sociedade brasileira que devem ser mitigadas pelo poder público.

A priori, é importante ressaltar que a educação a distância ajuda na democratização da educação. Pois, de acordo com dados da UOL, 53% dos estudantes são mulheres e mais de 49% têm entre 31/40 anos. Sendo assim, nota-se que as EAD’s ajudam as parcelas minoritárias a possuírem uma educação de nível superior, acarretando profissionais mais capacitados no mercado de trabalho - fazendo jus ao que é proposto na Carta Magna - devido ao alinhamento com ás formas atuais de comunicação.

A posteriori, é fulcral pontuar, ainda, que esse método possui fragilidades ao observar, em muitos casos, uma exclusão digital. Em 2011, a ONU declara publicamente que o acesso à internet deve ser enxergada como um direito humano. Apesar dessa declaração, não é vista na prática ao verificar segregação virtual tanto financeira, como infraestrutural nas populações com pouca renda no país, ou seja, acabam não conseguindo acesso a esse meio de ensino e, por conseguinte, tornando-se retrogrado entre os demais.

Logo, para reverter esse panorama: cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, aliado ao Ministério da Educação, realizar ampliações de subsídios para compra e empréstimos de equipamentos e para planos de banda larga residenciais, escolares e comunitários, de baixa renda, por meio de campanhas para a democratização da educação, com a finalidade de deixar uma sociedade mais igualitária. Somente assim, será possível, por fim, que a efetivação prática da lei mencionada seja absoluta.