Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 06/09/2019
Segundo a ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), o gráfico que relaciona o número de instituições que passaram a ofertar a modalidade EAD com o decorrer dos anos tem mostrado um crescimento positivo, quase linear, comprovando uma tendência de aceitação por parte da comunidade acadêmica. Não obstante, os desafios entorno dessa recente vertente impossibilitam que ela transcenda, em resultados, as formas tradicionais de ensino e aprendizagem.
De acordo com as ideias de Paulo Freire, Educador e Filósofo Brasileiro, educação bancária é o processo em que o professor deposita o conhecimento nos alunos que, por sua vez, o recebem, de forma passiva e com ausência de senso crítico. Sabendo disso e, também da autonomia, da disciplina, da organização cognitiva e comportamental, que o discente deve ter para usufruir, com aproveitamento, da modalidade de educação a distância, fica perceptível que não se pode esperar grande satisfação de indivíduos acostumados com os métodos tradicionais de ensino que, ao iniciar um curso a distância, se percebem incapazes de se adequar.
Faz-se mister, ainda, salientar que os cursos EAD têm sido determinantes no processo de democratização do ensino e que, por serem economicamente mais acessíveis e mais flexíveis, tornam a educação mais acessível. Sob a óptica das telecomunicações, esse modo de ensinar e aprender inclina-se para o sucesso, tendo em vista os constantes avanços nessa área, que deve evoluir e criar ambientes virtuais cada vez mais interativos e reais, causando uma sensação de imersão, parecida com a dos cursos presenciais.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de uma solução não paliativa para essa temática. Dessa maneira, urge que o Poder Executivo inclua nas suas diretrizes de governo, através do Plano Plurianual a modernização dos nossos sistemas de ensino, previamente prevista no Plano Nacional de Educação, a fim de que seja tratada como prioridade na ordem de execução das metas contidas no Plano. Dessa maneira, os Governos dos Estados, em todos os seus níveis, terão mais recursos financeiros à mão e, percebendo uma predisposição da administração superior em resolver questões relacionadas à educação e inclusão digital voltada para a mesma, se alinharão às instituições de ensino, abrindo possibilidades para, por exemplo, incluir nas grades do ensino médio matérias a distância, o que extinguiria ou minimizaria os desafios abordados.