Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 09/09/2019
A vinda da corte portuguesa para o Brasil em 1808 resultou em inúmeras inovações benéficas para o país,sendo a construção da primeira universidade da nação uma das principais.Atualmente,a educação é vista mundialmente como base para qualquer tipo de desenvolvimento,levando-nos a buscar cada vez mais sua modernização,o que resultou no surgimento da educação à distância.Entretanto,em escala nacional esta tecnologia enfrenta diversas barreiras relacionadas à sua acessibilidade e democratização,além da constante dubitabilidade sobre sua qualidade e eficácia.
O Brasil possui proporções territoriais continentais,o que leva-o a enfrentar extrema dificuldade na superação da desigualdade social,principalmente por conta da má distribuição de renda entre as regiões.Tal situação pode ser ilustrada pela obra literária “Vidas Secas”,do autor Graciliano Ramos,que retrata a precariedade da vida no sertão nordestino,no qual muitas crianças não possuem acesso ao mínimo da educação básica,como aprender a ler e a escrever,revelando-se uma ideia utópica a democratização da educação a distância,que mostra-se neste contexto como uma forma de aprendizado elitizada,acessível somente à parcelas economicamente favorecidas da população.
Ademais,outro fator questionável sobre esta inovação é a garantia da qualidade do ensino que ela oferece.Por ser mais barata em relação a maioria dos cursos presenciais e o contato com o professor não ocorrer de forma direta,a fiscalização da adequação deste recurso às normas educacionais torna-se mais susceptível a falhas.Sendo assim,a possibilidade de que estudantes adquiram diplomas mesmo sem terem tido um estudo eficaz mostra-se como um risco de que a educação à distância forme,por exemplo, profissionais insuficientemente preparados e qualificados.
Portanto,é de extrema importância que medidas que visem a democratização e a garantia da eficiência da educação à distância sejam implementadas.Primeiramente, é necessário que o governo, por meio do poder legislativo elabore leis que fiscalizem a qualidade do ensino recebido pelos estudantes deste modelo,afim de garantir a formação de profissionais e graduados qualificados.Sequencialmente,o Ministério da Economia deve em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional realizar uma redistribuição da renda destinada a regiões com carência educacional, de modo que invistam inicialmente em garantir-lhes acesso a um ensino básico satisfatório para que,futuramente,possam desenvolver-se a ponto de terem acesso à tecnologia necessária para acessar formas inovadoras de adquirir conhecimento,como a EAD.