Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 17/09/2019
EaD: ensino de qualidade para todos
É fato que a internet tornou-se parte da vida humana desde seu início, facilitando a comunicação e a realização de tarefas simples e reduzindo o tempo gasto para tal realização, porém nos últimos anos o desenvolvimento tecnológico chegou a níveis nunca esperados. A partir deste avanço surge a educação à distância (EaD), modalidade de ensino em que alunos e professores estão separados espacial e/ou temporalmente, trazendo para o Brasil novas perspectivas na área educacional e também novos desafios. Dentre estas, pode citar-se a maior acessibilidade ao ensino superior e a maior flexibilidade de horários, todavia a falta de investimento e o preconceito são problemas comuns na EaD.
Primeiramente, a maior acessibilidade ao ensino superior resultou em um aumento de 133% na busca por cursos à distância de acordo com dados da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), este crescimento se dá pois a modalidade de ensino a distância rompe com as barreiras geográficas que separam o aluna da universidade. Com isso, a falta de transportes para estudantes que residem longe das universidades, a indisponibilidade de horários e a impossibilidade de cumprir com a carga horária dos cursos presenciais não serão mais problemas. Além do mais, a flexibilidade de horários existente no ensino a distância permite com que o estudante escolha os melhores dias e horários para estudar, sendo um ponto positivo para aqueles que já ingressaram no mercado de trabalho.
Ademais, vale lembrar que o preconceito que ainda persiste na sociedade brasileira é um empecilho para o desenvolvimento qualitativo da EaD. Os críticos dessa modalidade de ensino a acusam de ter menos qualidade que o ensino comum, o que incita a educação a distância a melhoria constante da sua qualidade. Em decorrência desse preconceito e da falta de valorização, muitas vezes os investimentos nessa área são cortados, estagnando assim seu desenvolvimento, fazendo com que essa se atrase em comparação a outras áreas de ensino, o que desmotiva os alunos que buscam inovações, novidades e estímulos para iniciar ou concluir um curso a distância.
Portanto, cabe ao Governo Federal através do Ministério da Educação, que é responsável pela parte educacional brasileira, renovar e inovar os recursos necessários para o bom funcionamento da educação a distância, por meio de investimentos nessa área, para que dessa forma esta modalidade de ensino passe a credibilidade buscada pelo mercado de trabalho especializado. Dessa maneira, a evolução nos meios de EaD moldará novamente a mentalidade da população, mostrando-lhes que o ensino não presencial possui qualidade confiável.