Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 15/09/2019

Desde o século XVIII, a Educação à Distância (EAD) perpassa a realidade das sociedades, seja por meio de cartas, de rádios ou de fitas. Nesse sentido, na atualidade, em especial no Brasil,esse tipo de ensino surge como uma alternativa de inclusão e democratização da educação. Contudo, a temática ainda é uma pauta desafiadora. Isso se deve, sobretudo, à falta de inclusão digital e ao preconceito em relação a esse tipo de formação.

Primeiramente, observa-se que a ausência de uma efetiva integração digital é um potencializador na problemática. Sob essa óptica, embora desde 2005 o projeto “Computador para Todos”, por exemplo, tenha sido projetado para colaborar para com a inclusão de pessoas ao acesso à tecnologias de informação e comunicação (TICs), o problema não foi atenuado. Com efeito, a população mais abastada , tem sua possibilidade de alcance a bens tecnológicos limitado, em virtude, principalmente dos altos custos destes  e por consequência seu possível protagonismo frente a EAD é restrito.

Ademais, o preconceito em relação ao ensino à distância é outro entrave no tema. Nessa perspectiva, pontua-se que o desconhecimento bem como esteriótipos negativos sobre a qualidade desse serviço acabam por reforçar na mentalidade social certa resignação. Entretanto, é importante destacar, que como já afirmava o Padre Antônio Vieira, " a boa educação é moeda de ouro. Em toda parte tem seu valor". Sendo assim, compreende-se que todo processo de aprendizagem traz benefícios tanto para que a pratica quanto para o meio em que em que se encontra, o que contraria qualquer rejeição ao EAD, por exemplo.

Portanto, são necessárias medidas que minimizem o problema. Desse modo, é imperiosa uma ação do Governo em parceria com empresas privadas, que deve, mediante investimentos públicos, confirmar programas de assistência digital, como “Computadores para Todos”, assim como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de bens tecnológicos , com o fito de promover o acesso e o conhecimento acerca das tecnologias e como elas podem ser úteis ao aprendizado, garantindo assim que a Educação a Distância seja uma opção socioprodutiva para viável para quem a deseja fazer.