Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 17/09/2019

Desde o final do século XX, é notório um grande avanço no que tange aos meios de comunicação, devido ao desenvolvimento tecnológico possibilitado pela quarta revolução industrial. Nesse contexto, pode-se observar como a educação a distância evoluiu, uma vez que a internet facilitou a disseminação de conteúdos. Conquanto, no panorama hodierno brasileiro, o sistema EAD ainda apresenta desafios, como a desigualdade social que interfere no acesso à tecnologia, bem como um estigma de que esse modo de ensino seria inferior ao presencial.

Primeiramente, é imperioso ressaltar como a educação a distância pode auxiliar o processo de aprendizagem do povo brasileiro através de uma flexibilidade e dinamicidade do  método de ensino, bem como um custo benefício ao comparar com mensalidades de instituições federais. Segundo o filósofo Jeremy Bentham, a ética utilitarista tem a perspectiva de agir com consequências coletivas, isto é, o valor moral ação se define pelo bem coletivo a maior quantidade de pessoas. À vista disso, o modo EAD de ensino adequa-se a tal teoria, haja vista sua contribuição que vai desde o ensino fundamental até a qualificação profissional em oferecer um aprendizado que adapta-se à rapidez da sociedade contemporânea. Todavia, é imprescindível lembrar que ainda há dificuldades para a consolidação desse cenário no Brasil

Destarte, pode-se analisar como a extrema desigualdade social atrapalha a disseminação de ensino ao contingente demográfico, uma vez que o instrumento de ensino a distância (computador,tablet e celular) não é oferecido igualmente à população. Assim, apesar da existência de plataformas de ensino online como o “Descomplica”, que proporcionam educação de qualidade por um preço justo, o fato de muitos lugares no Brasil não possuírem uma boa infraestrutura de rede de internet é um empecilho à inserção de brasileiros no mundo acadêmico. Dessa forma, pode-se exemplificar o exposto ao analisar o dado de que, no Brasil, 57,8% dos domicílios possuem acesso à internet, sendo muito inferior ao índice de países desenvolvidos que, segundo a ONU, seria de 83,8%.

Fica evidente, portanto, que medidas devem se tomadas para que o sistema EAD possa auxiliar cada vez mais pessoas. Assim, é preciso que, havendo o investimento na oferta igualitária de acesso à tecnologia no país, modelos de ensino a distância consigam recursos para se manter e combater o estigma de serem inferiores aos presenciais, através dos apoio do Ministério da Educação, aliado aos meios midiáticos, a fim de que essa promova a visibilidade de tal método de ensino. Dessa maneira, será possível, enfim, que o Brasil possa usufruir de um método de ensino que almeja a equidade educacional.