Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 20/09/2019
Futuro Interrompido
A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Todavia, a evasão universitária, que tem motivação na falta de orientação vocacional e dificuldades financeiras, impede que parte da população desfrute desse direito na prática. Diante dessa perspectiva, cadê avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Em primeiro plano, urge analisar os impulsionadores do problema. Nesse contexto, observa-se a deficiência em direcionamento vocacional do estudante e os obstáculos financeiros enfrentados como as principais causas de abandono do ensino superior. De acordo com a pesquisa feita pela Startup Edtech, a evasão na rede privada cresceu 4% entre 2011 e 2016. Dessa maneira, afirma-se a razão econômica que leva universitários a deixarem a faculdade.
Outrossim, a falta de políticas públicas eficientes impedem que a questão seja resolvida. Nesse âmbito, o economista Sir Arthur Lewis aponta que educação não é despesa, mas sim investimento. Desse modo, torna-se evidente a grande importância de que haja auxílio governamental ao jovem universitário, não apenas da rede pública como também da privada, quando houver necessidade.
Portanto, dado o exposto, medidas são necessárias para diminuir a evasão universitária. Sendo assim, o Ministério da Educação deve implantar projetos de interesse vocacional nas escolas, como testes e palestras de psicólogos, para orientar o estudante em sua escolha. Ademais, a Receita Federal deve investir maior parcela dos impostos arrecadados em programas de auxílio, como moradia e transporte, tanto para alunos no ensino superior público quanto aos bolsistas do privado. Dessa forma, garantir-se-á a atenuação de tal impasse no Brasil.