Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 21/09/2019
Consoante a um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Educação a Distância, há mais de 5 milhões de cidadãos matriculados em cursos de graduação não presenciais. Contudo, ainda que essa modalidade de ensino apresente perspectivas de crescimento e popularização, desafios como o preconceito experienciado no mercado de trabalho e a falta de investimentos se fazem presentes.
Em primeira análise, segundo o presidente da Instituição Brasileira de Sociologia Aplicada, as faculdades a distância formam profissionais deficitários. Com base nessa afirmação, nota-se que os indivíduos graduados em cursos não presenciais possuem sua capacidade profissional questionada pelo mercado de trabalho, uma vez que grande parte da sociedade reage de forma preconceituosa àquilo que vai de encontro ao modelo tradicional de ensino. Com isso, esses profissionais deparam-se com dificuldades em conquistar uma vaga de emprego.
Outrossim, quando Michel Foucault afirma que o dever do governo é maximizar o bem-estar de seu povo, corrobora a obrigação do Estado em oferecer à população a melhor educação possível. Todavia, observa-se que as autoridades falham em seguir esse preceito, visto que, em decorrência da crise econômica vivida pelo país, não investem no setor de educação a distância. Dessa forma, essa modalidade educacional possui sua qualidade estagnada.
Torna-se evidente, portanto, que medidas que objetivem combater esses desafios são imprescindíveis. É primordial a inserção de feiras universitárias em praças públicas, pelas faculdades que possuem cursos de graduação a distância, que visem à elucidação das massas sobre a qualidade de ensino dessa modalidade, por meio de palestras redigidas por alunos já formados que discursarão sobre suas experiências acadêmicas. Assim, aguarda-se uma sociedade com uma mentalidade mais receptiva ás inúmeras formas de ensino existentes.