Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 25/09/2019

No século XX, a Terceira Revolução Industrial propiciou diversos avanços tecnológicos, dentre eles a telecomunicação. Com isso, também apareceram mudanças demasiadas nos setores básicos, como na educação, cujo modo era apenas em salas presenciais. Hodiernamente, existe não somente a opção presencial de ensino, como também semipresencial e a distância. Há muitos anos vê-se como esses métodos alternativos de estudo, seja de grau técnico ou de graduação, cresceram no Brasil. Cada vez mais indivíduos optam por estudar via internet, seja pela acessibilidade, flexibilização ou baixo custo de mensalidade. Nesse sentido, cabe avaliar os obstáculos encontrados nessa transformação educacional.

Mormente, é necessário apontar que algumas empresas privadas preferem pessoas formadas em cursos presenciais, facilitando assim o preconceito já existente em relação à educação a distância. Ademais, é notório que algumas universidades e instituições de ensino oferecem cursos sem qualidade de ensino com professores desqualificados e, em alguns casos, sem o reconhecimento do Ministério da Educação e Cultura(MEC), o que também contribui para uma parte da população brasileira ser tão preconceituosa em relação aos estudantes da EaD.

Faz-se mister, ainda, salientar o quão demasiado é a evasão escolar nos cursos técnicos e superiores a distância. Dados do Censo EaD divulgado pela Associação Brasileira de Educação a Distância(ABED) concluem que a evasão de cursos autorizados fica em torno dos 50%. Isso se deve, não só a falta de qualidade dos cursos, mas também da falta de adaptação por parte do estudante ou das dificuldades encontradas pelo mesmo. Porém, essa situação está longe de ser resolvida.

O professor e escritor Paulo Freire dizia que a educação muda as pessoas e elas tem capacidade de mudar o mundo. Entretanto, para elas realmente mudarem o mundo deve existir uma educação de qualidade. Portanto, o MEC deve fiscalizar as instituições de ensino e os cursos semipresenciais e a distância por meio de estagiários e jovens aprendiz. Dessa forma, quando algo estiver irregular, o MEC deve privar ou autorizar a continuação da oferta dos cursos. Tal medida deve ser importante não apenas para melhorar o ensino e a qualificação dos cursos, mas também para contribuir com a diminuição da evasão escolar. Dessa forma, o EaD continuará crescendo no Brasil hodierno e facilitando a vida estudantil de milhares de cidadãos.