Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 22/09/2019

A educação a distância (EaD) é uma forma de ensino-aprendizagem mediada por tecnologias que permitem o professor e o aluno estejam em ambientes físicos e temporais diferentes. Embora venha se consolidando no Brasil e no Mundo, o EaD enfrenta desafios para consolidar de vez em nosso país. Diante disso, deve-se analisar como o potencial transformador inclusivo e a sua série de obstáculos influenciam na questão.

Convém ressaltar, a princípio, que a potencialidade progressista é uma realidade, já que o ensino proporciona maior acessibilidade aos alunos seja financeira por ser mais barato, espacial por incluir indivíduos em regiões remotas e temporal por dar flexibilidade de horários. De fato, tal atitude se relaciona ao conceito de multimodalidade, trazido pelo sociólogo espanhol Manuel Castells, quando se tem diversificação dos estímulos educativos, frequentemente limitados na sala de aula tradicional. Um exemplo disso é os hiperlinks, videoaulas, áudios. Nesse sentido, marca-se uma possibilidade de  levar acesso à educação as pessoas historicamente excluídas socialmente.

Alem disso, nota-se que as adversidades para a pedagogia vem atrasando a sua solidificação, uma vez que os preconceitos do senso comum ainda predomina na sociedade brasileira de que o EaD é uma educação de menor qualidade. Isso é um reflexo do sucateamento histórico que deve ser combatido. Ademais, temos a exclusão digital tecnológica, infraestrutural, financeira, cognitiva e linguística. Nessa situação, constata-se a desigualdade na obtenção dos meios para se ter ensino, regiões sem internet ou com péssima qualidade, entre outros. Dessa forma, os direitos e garantias sociais escritas na Constituição Federal de 1988 estão sendo feridos.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para que os indivíduos tenham acesso pleno a uma educação a distância, urge que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em parceria com o Ministério da Educação promovam inclusão digital na Nação, por meio de ampliação de subsídios para compra - ou empréstimo de equipamentos - e para planos de banda larga residenciais, escolares e comunitários, pois dessa maneira garantem o acesso a população de baixa renda. Somente assim, visaremos um futuro com maior diferenciação nos incentivos educacionais como preza Manuel e respeitaremos a Carta Magna com a consolidação da educação para todos.