Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 01/10/2019

Com advento da Revolução Industrial ocorrida em meados do século XVIII, uma das principais consequências herdadas foi o acelerado desenvolvimento da tecnologia. Por conseguinte, é nítido seus desdobramentos refletidos na educação, como, por exemplo, a criação do Ensino a Distância (EAD). Paralelamente, no Brasil, é visível que o EAD proporcionou a sociedade uma nova forma de conseguir com que indivíduos possam obter sua graduação do ensino superior, fato almejado por muitos brasileiros. Contudo, apesar das vantagens que o modelo de ensino apresenta, os indivíduos devem adotar uma consciência para dosar os seus estudos, afim de assegurar a sua própria educação.

Em primeiro lugar, deve destacar que, segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância (AEAD), em 2017, 20% dos alunos matriculados em cursos de ensino superior, estavam inseridos dentro do ensino a distância. Desse modo, no país, houve um grande crescimento de instituições voltadas para essa área da educação, uma vez que, os alunos estão cada vez mais optando pelo ensino online por conta da flexibilidade de horários que este apresenta. Ademais, as instituições acabam gastando menos com fatores, como, por exemplo, energia, impressão de papeis, contratação de vários profissionais educandos, entre outros. Dessa forma, tal redução de gastos é refletida na redução das mensalidades dos alunos, fato que proporciona um maior interesse dos educados.

Contudo, vários indivíduos acabam entrando na “zona de conforto” que este método de ensino pode acabar induzindo, segundo o filósofo Friedrich Nietzsche “O homem é uma corda estendida entre o animal e um super homem: uma corda sobre um abismo”. Desse modo, os indivíduos devem saber se comportarem de tal maneira que não acabem entrando nessa zona de conforto, afim de não cair no abismo da vida e se tornarem péssimos profissionais de sua área que reflete diretamente na sociedade, uma vez que, um péssimo professor irá construir péssimos alunos e assim afetar toda a esfera social do país.

Em suma, o problema está inserido na sociedade e deve-se criar e adotar medidas para amenizar a situação. Portanto, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação e Cultura (MEC), devem criar campanhas de conscientização, por meio de verbas governamentais, tendo como finalidade instruir os alunos a pesquisarem sobre as instituições de ensino a distância. Além disso, as campanhas devem demonstrar os perigos que este modelo de ensino oferece, como, por exemplo, a entrada do aluno na zona de acomodação que reflete tanto nos seus ensinos quanto na sociedade como um todo. Assim, se devida medida for adotada, espera-se uma sociedade com profissionais mais qualificados, pois, já dizia o filósofo Immanuel Kant “O homem é aquilo que a educação faz dele”.