Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 09/10/2019
A terceira revolução industrial, que iniciou-se a partir do século XX, trouxe consigo ferramentas que facilitaram diversos processos de sociais, entre elas a internet. Esses novos mecanismos revolucionaram a comunicação o que pode auxiliar a superação de diversos problemas, como o déficit educacional. Nesse sentido, a educação a distância é uma das alternativas para avançar na conquista da democratização do ensino, principalmente para as pessoas que estão em idades avançadas. Desse modo, é necessário avaliar as vantagens da aplicação dessas tecnologias na formação de profissionais qualificados e os possíveis problemas da sua implantação.
É preciso considerar, antes de tudo, como a tecnologia pode favorecer na democratização do ensino no Brasil. De acordo com a Constituição de 1988 a educação é um direito de todo cidadão, já que visa a elevação do indivíduo à um patamar superior. Porém, esse direito não é amplamente aplicado, pois muitos dos brasileiros, por não possuírem condições financeiras favoráveis, necessitam de trabalhar em tempo integral para se manter, o que inviabiliza a formação tradicional. Nesse contexto, a tecnologia mostra-se como uma forma de viabilizar esse processo, pois à distância o aluno possui alta flexibilidade no horário de estudo, a falta de necessidade do deslocamento e menores custos com o curso.
Entretanto, cabe apontar as falhas que essa modalidade de ensino pode apresentar, para evitar que essa ferramenta seja desvalorizada no mercado. Segundo a Constituição: a educação ofertada deve ter garantia de ser de qualidade. Nesse contexto, o ensino à distância possui diversos pontos fracos que devem ser evitados em sua aplicação, como a falta de cobrança sobre os estudantes, a facilidade na ocorrência de fraudes nas avaliações, para que essas instituições não se reduzam a fabricas de currículos e, por conseguinte, sejam desvalorizadas no mercado de trabalho.
Fica claro, portanto, a necessidade de estimular a utilização dessa ferramenta, porém garantindo a qualidade do serviço. Desse modo, o Ministério da Educação deve criar um sistema de avaliação à qualidade dessas instituições, a partir do convênio com universidades de renome que possuam os cursos semelhantes aos virtuais, de modo que essas faculdades de renome criem provas durante o ano para avaliar a qualidade do ensino à distância. Assim, será possível criar um ciclo virtuoso de ampliação e qualificação da educação no país. Ademais, o Governo Federal deve criar um site para divulgar as instituições que conseguirem as melhores pontuações nessas provas, para que a populações fique confiante em ingressar nelas. Somente assim, o Brasil estará mais próximo de cumprir os diretos estabelecidos em sua constituição.