Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 26/09/2019
A partir da segunda metade do século XX, com a Terceira Revolução Industrial, houve a evolução das tecnologias de comunicação, como o surgimento da internet, que em seguida, expandiu-se para além de fins bélicos. Atendendo a essas inovações, hodiernamente, o ensino a distância -EAD- amplia-se e se desenvolve no Brasil, e por conseguinte, trazendo desafios e possibilidades. Entres essas estão as perspectivas de acessibilidade, bem como entre aqueles, a exclusão digital.
A priori, conforme o teórico Pierre Lévy ‘‘o mundo real tem-se virtualizado’’ e essa virtualização é vista, inclusive, no sistema educacional, nesse sentido, nota-se que esse tipo de ensino não presencial apresenta aos cidadãos maior acessibilidade seja financeira, seja na questão do tempo. Em primeiro lugar, a educação a distância possibilita uma qualificação profissional a menores custos, desse modo incluindo populações de classes mais baixas. Além disso, esse modelo de formação educacional traz às pessoas a possibilidade de escolherem o horário que disponibilizarão ao estudo, uma vez que trabalham e possuem outras ocupações, das quais não podem abdicar para estudarem. Logo, tudo isso auxilia no pleno desenvolvimento do indivíduo.
Outrossim, segundo o empresário Steve Jobs ‘‘a tecnologia move o mundo’’, apesar dessa afirmação ser verdade,na atualidade, ela encontra obstáculos na exclusão digital, sobretudo, no que tange ao ensino-aprendizagem a distância no Brasil. Essa exclusão é percebida, por exemplo, na questão infraestrutural, em que, considerando o tamanho de nosso país, muitos lugares ainda não apresentam acesso às tecnologias de comunicação, tampouco acesso à internet. Aliás, há deficiências cognitivas e instrumentais no que se refere às tecnologias em boa parte da população, isto é, muitos ainda tem dificuldade em lidar e manusear essas ferramentas.Tudo isso, entrava a expansão desse ensino.
É evidente, portanto, a necessidade de expandir as perspectivas e minimizar os obstáculos da educação não presencial em nosso país. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação,em parceria com a mídia, promover palestras,por meio de profissionais especializados que ensinem praticamente como manusear e executarem o ensino não presencial,disponibilizadas à comunidade, em escolas da rede pública,sobretudo, em lugares,cujo acesso às tecnologias é mais restrito,isso com o intuito de reduzir a exclusão digital cognitiva e instrumental. Junto a isso, o Governo Federal pode disponibilizar subsídios às empresas que promovam infraestrutura de navegação e de tecnologias de comunicação,em tais lugares mais remotos,bem como que possuam as maiores demandas para cursos no estilo EAD. Assim, a fim de promover maior educação inclusiva e de qualidade, nesse contexto de inovações tecnológicas,pós-terceira revolução industrial.