Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 01/10/2019
No filme “O Contador de Histórias” a educação é retratada como único meio de melhorar a condição de vida de Roberto Carlos - tipico personagem, crescido em comunidades, e sem esperanças de um futuro promissor - por sua mãe,sendo por esse motivo enviado pela mesma para a antiga Fundação Casa.Analogamente, a educação - sobretudo a distância - é compreendida como uma arma contra a marginalização de populações em vulnerabilidade socioeconômica, além de ampliar o acesso democrático à educação no Brasil, por esses motivos fica-se evidente a necessidade da discussão acerca das perspectivas e desafios da educação à distância no Brasil.
Em primeira análise, pontua-se que a educação à distância (EaD) é uma excelente forma de capacitar e criar oportunidades a classe socioeconômica mais vulnerável, visto que possui cargas horárias mais flexíveis, menor custo e o diploma não apresenta diferenciação do presencial.Embora seja um ótimo meio de combater o desemprego e de melhorar os índices de educação do país - já que segundo o portal G1, 21% dos matriculados no ensino superior advém da graduação a distância - a falta de incentivo governamental impede que esse tipo de ensino amplie ainda mais no país.
Outrossim, assim como o pedagogo Paulo Freire disse - “a sociedade sem a educação, tampouco se transforma” - a graduação à distância se mostra como uma aliada no combate contra os diferentes tipos de desigualdades no Brasil, visto que segundo pesquisa feita pela Associação Brasileira de Ensino a Distância, 60% dos matriculados são pessoas formadas no ensino público, além disso os dados também mostram que as mulheres representam mais da metade dos matriculados.Ademais, embora esse tipo de ensino tenha muitas vantagens, os alunos constantemente sentem a falta de mais aulas presenciais, especialistas da Semesp inclusive temem que essa carência possa prejudicar a qualidade dos profissionais.
Diante do exposto é evidente como o ensino via internet é uma rota eficaz para o acesso democrático à educação, assim como para a quebra de barreiras impostas pela desigualdade social no país.Por tanto, cabe ao Ministério da Educação aliado ao Ministério da Economia ampliarem as vagas de graduação à distância nas universidades públicas, a partir de um aumento nas verbas, de forma a estender o acesso democrático a educação no país.Ademais, é dever do Ministério da Educação também junto a Associação Brasileira de Ensino a Distância, fiscalizarem anualmente esse tipo de ensino, por meio de pesquisas - feitas pelo MEC - da qualidade dos profissionais já formados, de forma a garantirem a excelência do ensino.