Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 27/09/2019
Educação a distância (EAD) é uma modalidade de educação mediada por tecnologias em que alunos e docentes estão não estão fisicamente presentes no ambiente de ensino-aprendizagem. Ao contrário do que o senso comum acredita, a educação a distância não é uma novidade do século 21, pois em 1980 o Canal Futura já transmitia o telecurso 2000, aulas para para ensino fundamental e médio na TV aberta. Contudo, é inegável o papel positivo que a internet tem nessa modalidade de educação, uma vez que, apesar de desafios, como a falta de contato de muitas pessoas com a tecnologia, mostra-se um instrumento de educação inclusivo.
Primeiramente, o EAD mostra-se inclusivo pois pessoas que antes não tinham condições de frequentar uma universidade de forma presencial, agora podem obter um diploma de nível superior reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) com o máximo de comodidade e o mínimo de deslocamentos. Um dos fatores importantes está no fato de que o Brasil, por ser um país de proporções continentais, apresenta inúmeros lugares que ainda não tiveram a oportunidade de receber um ensino presencial de qualidade, e isso fez com que o EAD fosse uma alternativa viável para muitos que moram em lugares afastados. Logo, a descentralização do conhecimento promovido pela internet possibilitou um acesso mais democrático, atendendo a demandas das pessoas que querem estudar.
Contudo, a educação a distância é um desafio para muitos, sobretudo aqueles que não são familiarizados com a tecnologia. Segundo o Instituto Trata Brasil, no Brasil cerca de 90% das pessoas possuem lares com celular, 30% a mais das pessoas com acesso à rede de esgoto tratado, ou seja, as pessoas têm mais acesso a internet do que ao saneamento básico. No entanto, ainda há pessoas, especialmente idosos, que não estão habituados com as modernizações, podem desenvolver tecnofobia, o medo à tecnologia. Assim, o contato com computadores, notebooks, tablets e celulares pode despertar algum grau de ansiedade e desconfiança dos idosos, e muitas vezes esse fator faz com que esse grupo, historicamente excluído da sociedade, não se beneficie do ensino a distância.
Torna-se claro que o ensino a distância tem potencial de beneficiar muitas pessoas, e a fim de superar os desafios encarados por esse, o MEC poderia investir em aulas de informática para a população, ministrando essas em escolas e bibliotecas do Estado brasileiro, para todos os públicos incluindo assim, a terceira idade, para que todos tenham independência no acesso à informação, entretenimento e educação meio do uso de computadores e da internet. Além disso, o Governo Federal poderia isentar universidades de certos impostos, para aquelas que investirem nos cursos à distância, para que assim, mais pessoas tenham acesso à educação e haja de fato a democratização do ensino.